Segundo disco não descarta Los Hermanos

Entrevista - Rodrigo Amarante, vocalista e guitarrista do Little Joy

Lucas Nobile, O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

Os Strokes anunciaram uma volta aos estúdios. Julian Casablancas (vocalista da banda) está prestes a lançar um disco-solo nos Estados Unidos. Por aqui, dizem que o Marcelo Camelo está trabalhando em um novo álbum. Você acha que as voltas do Los Hermanos e dos Strokes ficam cada vez mais remotas?Os Strokes estão gravando e fazendo músicas. O álbum do Julian vai sair antes, mas eles vão lançar mais um disco. A gente está fazendo o que tem de ser feito. O Marcelo vai fazer outro disco? Maravilhoso. Eu também estou ocupado e vou fazer outro com o Little Joy. Mas a vida é longa, a gente (do Los Hermanos) é amigo, existe admiração e amizade. Eu não vejo por que um dia a gente não possa fazer outro disco junto.O Little Joy vai tocar duas músicas novas nos shows aqui no Brasil. Vem disco novo por aí?A ideia é essa. Tem de ver quando vai dar tempo de fazer. Temos muitas outras composições prontas já. Talvez a gente faça um EP ou um disco, depende do tempo, mas estamos fazendo músicas novas já.Que tipo de relacionamento você ainda mantém com seus amigos do Los Hermanos? Você, que está morando nos Estados Unidos, vai se encontrar com eles aqui no Brasil?A gente se comunica por e-mail e às vezes por telefone. Temos uma amizade de verdade mesmo. Não pude me encontrar com eles porque estou ensaiando bastante com o Little Joy, mal consegui ver minha mãe. Se Deus quiser, eles vão me ver tocar.Mas o Marcelo Camelo toca no mesmo dia que o Little Joy, em São Paulo (dias 14,15 e 16, no Sesc Pompeia)...Ah, existe essa competição, é? Vou ligar pra ele e sacanear. Vou pedir pra ele não roubar o público do meu show (risos). O Marcelo tem um público enorme e fiel. Isso é maravilhoso. Eu sou um dos fãs. Se eu não estivesse tocando na mesma noite, iria vê-lo; ele também, se não tivesse show, iria me ver.E seus amigos nos Estados Unidos? Com quem você tem trabalhado mais?Eu fiz a ponte entre os amigos de Nova York e de Los Angeles. Apresentei o Fabrizio (Moretti) para o Devendra (Banhart), o Adam (Green) para o Noah (Georgeson), um monte de gente. O Devendra é um dos meus melhores amigos. Quando vou para Los Angeles, fico na casa dele. A gente chegou a morar um tempo junto. Participei do novo disco dele, que ainda não foi lançado. Gravei vários instrumentos: clarinete, órgão, guitarra e percussão.Existe algum artista com quem você gostaria de ter gravado?Eu me sinto sortudo de ter encontrado as pessoas com quem tenho trabalhado, que admiro, incluindo Los Hermanos, a Orquestra Imperial, o Fabrizio, o Devendra. Por isso que não jogo cartas e não vou a cassino, não quero gastar minha cota de sorte em mais nada. Aprendi com o Wilson das Neves a não pedir e não querer nada. O que tenho já é suficiente, é de coração, pra roleta parar no lugar certo. Está tudo ótimo, me sinto muito abençoado.

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