Roma encerra hoje sua mostra - e Babenco faz bonito

O Passado, exibido pela primeira vez na Europa, foi bem de público e crítica, num evento que quer se firmar no calendário

Flávia Guerra, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

Ennio Morricone rege hoje a cerimônia de encerramento da segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Roma. Sob aplausos e protestos, o RomeFilmFest começa a se firmar como evento de peso no calendário cinematográfico mundial. ''''Roma merece um festival. Foi aqui que nasceu o cinema. As críticas são sempre bem-vindas, mas o festival é mais bem-vindo ainda'''', afirmou o mestre Morricone, que hoje estará à frente da Orquestra Santa Cecília e se apresentará antes da entrega dos troféus Marco Aurélio, o prêmio máximo da festa. Há quem diga que este ainda é um festival que percorre os caminhos do cinemão, que recheia de estrelas de Hollywood as sessões Première, que não ''''valem'''' prêmio, deixando em segundo plano os filmes que de fato entraram no festival para valer. Procede. Um bom exemplo é Halle Barry. A diva fechou ontem o desfile de celebridades. Halle e Benicio Del Toro foram as duas últimas estrelas internacionais a passarem pela Sala Santa Cecília, a principal do evento. A dupla protagoniza o drama Things We Lost in the Fire ( Coisas que Perdemos no Incêndio), de Susanne Bier. A passagem de Halle causou, obviamente, muito mais alvoroço que a exibição do maravilhoso La Rabbia, cópia restaurada do clássico de Pasolini, que contou com debate acalorado depois de sua exibição. Halle interpreta Audrey Burke, uma dona de casa de Seatle casada com um marido quase perfeito, Brian (David Duchovny, de Arquivo X). Seu único porém é ''''perder tempo'''' demais com o amigo Jerry Sunborne (Benicio del Toro), um ex-advogado viciado em heroína. A amizade rende algumas brigas entre o casal. Até o dia em que Brian é assassinado e Audrey se diante do desafio de reconstruir sua vida. Hector Babenco fez bonito na primeira exibição de seu O Passado na Europa. O filme integra a mostra competitiva e foi um dos mais elogiados por público e crítica. ''''Este não é um filme feito para mulheres ou homens. É sobre gente, relacionamentos, separação e amor'''', dizia Babenco para o público. Bem-recebido também foi Reservation Road, de Terry George. ''''Este é um filme sobre vingança, mas também sobre a capacidade de perdoar. Acho que todos nós, ocidentais, acabamos nos tornando muito preocupados em encontrar culpados para os atentados de 11 de setembro'''', declarou o irlandês. A repórter viajou a convite da organização do festival

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