Roberto e Caetano cantarão só 6 músicas juntos

Assessores informaram que show de Roberto e Caetano terá participação de 21 músicos e 21 canções

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

20 de agosto de 2008 | 00h00

Segundo informou ontem a Assessoria de Imprensa do evento, Roberto Carlos e Caetano Veloso se reuniram no último final de semana no Estúdio RC, na Urca, no Rio, para ensaios dos shows que farão em homenagem a Tom Jobim, na sexta-feira, no Teatro Municipal do Rio, e nos dias 25 e 26, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A foto ao lado registra esse raro encontro dos totens da MPB.O show, que já está com os ingressos esgotados, terá 21 músicas, mas eles estão repassando apenas 6 duetos - farão dois sets separados com banda e orquestra, Roberto regido pelo seu velho parceiro, Eduardo Lages, e Caetano pelo violoncelista Jaques Morelenbaum.A orquestra montada para o show tem 21 integrantes (14 violinos, três violas, três cellos e um contrabaixo), e foi montada por José Alves. Caetano Veloso, segundo informa a produção, canta acompanhado de Daniel Jobim (piano), Gabriel Improta (violão), Jorge Helder (contrabaixo), Paulo Braga (bateria) e Carlos Malta (sopros). Já a banda de Roberto Carlos é formada por Norival D''Angelo (bateria), Darcio Ract (baixo), Paulinho Ferreira (violão), Benedito Wanderley (piano), Arthur Borba de Paula, o Tutuca (teclado) e Anderson Marquez, o Dedé (percussão). O site oficial de Roberto Carlos está rememorando suas relações com a bossa nova. Lembra que seu primeiro compacto, gravado em 78 RPM em 1959, trazia já duas faixas de bossa, compostas por Carlos Imperial (João e Maria e Fora do tom). Essa segunda música ironizava o ritmo que surgia. "Não sei, não entendi/ Vocês precisam me explicar/ Seu samba é esquisito/ Não consigo decifrar".O segundo compacto também veio com duas composições de Imperial: Canção de Amor Nenhum e Brotinho sem Juízo. A segunda, Brotinho sem Juízo, foi escrita em homenagem à cantora Nara Leão, também capixaba como Roberto, e "em cujo apartamento aconteciam os principais encontros da bossa nova", diz o texto do site.Também são lembrados os encontros de Roberto com Tom Jobim, que participou dos especiais de TV do Rei da Jovem Guarda nos anos de 1976 e 1978, nas duas ocasiões cantando Lígia. "Já em 1981, Tom foi de novo ao programa, agora para prestar uma homenagem a Vinicius de Moraes, morto no ano anterior. Cantaram com Maria Bethânia Eu Sei Que Vou te Amar".Em 1986, Tom Jobim faz sua última participação em um especial de Roberto Carlos. Após uma conversa sobre natureza e um passeio pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, cantaram Estrada do Sol. Em 1997, Roberto gravou a versão em espanhol de Insensatez (Tom e Vinícius).Em 2003, no CD Pra sempre, Roberto gravou, de Lula Barbosa e Pedro Baresi, a canção História de amor, "que trazia uma batida típica da bossa nova", ressalta o texto.

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