Rio de sol, de céu, de mar, de festa

Neste verão, baladas se multiplicam pela cidade; principais shows se concentram no Morro da Urca e no Pier Mauá

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2008 | 00h00

Praia pela manhã, samba ao cair da tarde, showzinho ao ar livre à noite. No Rio, a oferta de programas é diretamente proporcional ao aumento das temperaturas. Diferentemente do que acontece no resto do ano, quando a maior parte das pessoas só sai atrás de diversão às sextas-feiras e nos fins de semana, durante o verão a cidade oferece opções de balada a semana toda.Nesta estação, os principais shows estão concentrados no Verão do Morro e no Oi Noites Cariocas. O primeiro tomou o lugar do segundo no Morro da Urca, que, nos últimos três verões, fervera como nas áureas noites dos anos 80. A Oi não titubeou e carregou sua megaestrutura para o Pier Mauá, na zona portuária. Conseguiu o feito de arrastar para lá a garotada que antes pegava o bondinho do Pão de Açúcar.O público do morro, por sua vez, segue firme. A programação ajuda: em dezembro, o anfiteatro recebeu a poderosa Bebel Gilberto. No início deste mês, foi Maria Rita quem fez a festa. No próximo dia 25, a noite será de Bossa Nova; no dia 26, Beth Carvalho e o lendário Cacique de Ramos comandam o pré-carnaval. Para fevereiro, estão programados Fernanda Abreu, DJ Marlboro, Frejat e a Orquestra Tabajara.Enquanto isso, no Pier Mauá... Orquestra Imperial (dia 19), NX Zero (20) e Lulu Santos (25 e 26). ''''No Morro da Urca ficou um público mais adulto. Aqui é mais pop/rock, para a faixa dos 20 aos 35 anos'''', diz o empresário Luiz Calainho, que faz dupla com Alexandre Accioly à frente do Oi Noites Cariocas. ''''No píer, temos mais conforto. Os artistas estão apaixonados pelo lugar'''', ele conta, acrescentando que tem ''''dor-de-cotovelo zero'''' por ter ''''perdido'''' o Morro da Urca e sua bela paisagem. ''''Estamos diante da Baía de Guanabara''''.Quem também não tem do que reclamar é Bruno Levinson, organizador do Humaitá Pra Peixe. Em sua 14ª edição, o festival, gestado e parido num centro cultural alternativo do bairro do Humaitá, na zona sul - onde, anos atrás, brilharam, ainda pouco conhecidas, as cantoras Céu e Mart''''nália -, ganhou vários espaços da cidade na versão 2008 e, em apenas seis dias, recebeu 3 mil pessoas.A largada foi dada no dia 4, quando Roberta Sá subiu ao palco da Sala Baden Powell, em Copacabana; a chegada é no dia 31, no Oi Futuro, com o cantor e compositor Quito Ribeiro. Entre um e outro, Manacá, Érika Martins & Telecats, Moyseis Marques, Diogo Nogueira e muitos outros. ''''O público carioca não é fácil, vai muito atrás de moda. Se a moda é hip-hop, vai todo mundo ouvir hip hop; se é funk, vão todos ao baile funk'''', afirma Levinson. ''''Este ano, não temos um ''''ritmo do verão'''', o que é muito saudável.''''O casal Aline Santana, de 25 anos, e Luciano Silva, de 26, topa de tudo no verão. ''''Saímos muito mais mesmo. Acabamos gastando demais, mas nos divertimos à beça'''', brinca Aline, que se esbaldou no show de Paula Toller e de Nando Reis no Oi Noites Cariocas, no dia 4. ''''Os melhores programas são ao ar livre'''', Luciano considera.Uma dica, Luciano: no domingo, a partir das 19 horas, o Skank toca de graça na Praia de Copacabana, em comemoração ao Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade. Perto dali, no Forte de Copacabana, já estará aberta a Roda Skol. A roda-gigante trazida da Alemanha, parecida com a de Londres, funcionará dia e noite, proporcionando uma vista sem igual.Para os que esperam ansiosamente pelos primeiros batuques do carnaval, as opções são inúmeras: no domingo, os blocos começam a se espalhar pelas ruas da cidade. No Sambódromo, até o dia 27, estão sendo realizados os animadíssimos ensaios das escolas de samba.

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