Retrato da cidade

Ele é a personalidade da Virada Cultural. Zé Mauro Gnaspini, de 35 anos, supervisor de programação cultural da Prefeitura de São Paulo, é o principal cérebro por trás do maior evento de cultura realizado na cidade. Como curador e organizador, ele pesquisa novas tendências, negocia com os artistas, monta a programação, vistoria os palcos, fiscaliza a infraestrutura e ajuda na divulgação. É um ano cheio para 24 horas de evento. Como você escolhe as atrações?A gente roda muito. O espetáculo ?Earth Harp?, por exemplo, eu assisti no Canadá. No mais, é andar pela noite paulistana. Se você olhar com atenção, a Virada faz um retrato fiel da vida artística da cidade. Alguma dica para aproveitar tantas atrações ao mesmo tempo?A dica é: venha para se perder. Desça em uma estação de metrô do Centro e se perca entre os palcos. Venha para se surpreender, para virar uma esquina e encontrar uma atração que de repente o cative. Você é considerado a ?alma da virada?. Que tal?Fico lisonjeado. Sempre tive uma ligação forte com o Centro, desde criança. Talvez seja por isso que eu consiga fazer o evento. A virada é democrática. Todo mundo em uma mesma festa - isso é bárbaro. Estão todos convidados.

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