Reestruturada, Riofilme anuncia plano de metas

Até 2012, devem ser investidos R$ 79,1 milhões no setor

Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2009 | 00h00

Depois de um semestre de reestruturação interna, a Riofilme, empresa da prefeitura do Rio de distribuição de filmes, anunciou ontem seu plano de metas até 2012, período em que serão investidos R$ 79,1 milhões no setor. O valor equivale a mais do que o triplo injetado entre 2004 e 2008, quando a Riofilme foi esvaziada. A ideia é que a gestão seja como a de uma empresa privada, tendo como lema "eficiência na gestão e eficácia na execução". As mudanças começaram com a redução em 30% da equipe e em 20% do gasto com custeio, que chegou a 71,3% de seu orçamento ano passado. O objetivo principal: consolidar o Rio como a "capital audiovisual da América Latina".O diretor-presidente da Riofilme, Sergio Sá Leitão, anunciou as novidades ontem de manhã para uma plateia de diretores, produtores e distribuidores. Ao fim da apresentação, assinou o contrato de gestão da empresa com o prefeito Eduardo Paes, pelo qual ela se compromete a cumprir as diretrizes estabelecidas no "planejamento estratégico". As metas até 2012 vão desde o aumento no número de filmes cariocas que façam mais de 50 mil espectadores por ano (de 13, marca verificada entre 2006 e 2008, para 20) ao crescimento da participação das empresas com sede na cidade na captação de recursos federais de fomento, como a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual (de 45,6%, índice de 2008, para 57,6%). A plateia, empolgada, interrompeu a apresentação de Sá Leitão várias vezes batendo palmas. A produtora Valkíria Barbosa foi uma das que comemoraram. "Se isso tivesse sido feito antes, o Rio já seria o maior polo produtor do mundo. O interessante é que o plano não é contra os filmes de sucesso". Cacá Diegues se disse "muito feliz feliz por ser um cineasta brasileiro". "Temos vocação para construir uma Hollywood brasileira." A Riofilme foi criada em 1992 e já distribuiu 200 longas-metragens, entre eles grandes sucessos, como Central do Brasil (1998), que fez 1,5 milhão de espectadores, e Divã (2009), com 1,9 milhão.No plano, também estão previstas medidas de democratização do acesso aos filmes, e entre elas estão as exibições em favelas. Outro anúncio foi o apoio, com R$ 2 milhões, ao Festival de Cinema do Rio.

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