Recorte da 2.ª Bienal do Fim do Mundo

Intempéries reúne trabalhos sobre o impacto das transformações climáticas

, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2009 | 00h00

Entrando na Oca, no Ibirapuera, na mostra Intempéries - O Fim do Tempo, quem ?recebia? os visitantes era uma torre feita de 10 toneladas de gelo. Mas logo no segundo dia, a obra, criada por Marcello Dantas, derreteu e se transformou em uma grande poça d?água que ocupa o subsolo do prédio projetado por Niemeyer. Degelo, de Dantas, coordenador da exposição, com curadoria de Alfons Hug e de Alberto Saraiva, transformou-se em metáfora rápida sobre o impacto das transformações climáticas no mundo - como não pensar na recente onda de calor que pesou no dia-a-dia das pessoas, no derretimento das regiões polares dos extremos do planeta? O teor da catástrofe povoa muitas das obras de 29 artistas de 16 países (entre os brasileiros, Laura Vinci, Caio Reisewitz e Paulo Climachauska), mas há poética também, como diz Hug, no percurso livre de criações, grande maioria delas, vídeos e fotos.A referência à Antártida é uma constante, até mesmo porque Intempéries, já apresentada no Rio, é "antessala" da 2ª Bienal do Fim do Mundo, que ocorrerá entre abril e maio em Ushuaia e El Calafate, na Argentina, além da própria Antártida, e com curadoria de Hug. Mas não há somente o branco e neve nas obras: o fogo está no impactante vídeo do americano Reynold Reynolds; e as cores de um eclipse do Sol ficam mais fortes na projeção da belga Ann Veronica Janssens. C.M.ServiçoIntempéries. Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3, 3081-0113. 3.ª a 6.ª, 14 h/20 h; sáb., dom., 10 h/20 h. Grátis. Até 12/4

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