Público pagante em 2008 é o mesmo que 2007

Dados preliminares indicam que cerca de 89 milhões de pessoas no Brasil compraram ingresso neste ano

Ubiratan Brasil, O Estadao de S.Paulo

19 de dezembro de 2008 | 00h00

Os números ainda não estão totalmente fechados, mas as preliminares já indicam que o cinema nacional ficou estagnado em relação à quantidade de público presente nas salas. Segundo apuração do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, que há 15 anos realiza tal contagem, o número de espectadores de 2008 é praticamente igual ao do ano passado: cerca de 89 milhões.Já o número de espectadores que assistiram a filmes brasileiros é ligeiramente menor em relação a 2007 e a estimativa é que a participação de mercado do filme nacional fique entre 9% e 10%. Os números finais, com os dados de todo o ano, serão divulgados na segunda semana de janeiro.Até novembro, 81, 2 milhões de pessoas foram aos cinemas no Brasil. E, a julgar pela movimentação de dezembro, a previsão é que o ano feche entre 88 e 89 milhões. De acordo com a apuração do sindicato, o consumo de filme estrangeiro em termos de público estabilizou-se: nos últimos sete anos, a cifra estacionou em torno de 80 milhões, com exceção de 2004, quando alcançou 100 milhões. Assim, a chance de o mercado aumentar depende quase exclusivamente do crescimento da participação do filme brasileiro. Fato, no entanto, que não tem acontecido - em 2006, a participação foi de 11%; em 2007, de 11,5%; e, em 2008, ficará entre 9% e 10%."Os números são piores do que 2007 quando já tivemos uma performance ruim", analisa Jorge Peregrino, presidente do sindicato. "Existem bons filmes tanto brasileiros quanto estrangeiros, mas o problema é que faltam cinemas em quantidade suficiente para exibi-los e mantê-los em cartaz. Continuamos acreditando que o grande problema é a falta de cinemas na periferia que possam atender o público das classes C e D." Meu Nome Não É Johnny continua como o filme nacional mais visto no ano, com uma renda de R$ 18,3 milhões e um público de 2,1 milhões.

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