Provocação aos que se dizem entendidos

Em Faça Arte, Francesc Petit escreve para os leitores leigos

Camila Molina, O Estadao de S.Paulo

10 de abril de 2009 | 00h00

Faça Arte (Novo Século, 287 págs., R$ 44,90), livro que Francesc Petit acaba de lançar, é uma provocação, como diz o autor, artista e publicitário (um dos sócios da agência DPZ). "Arte virou uma ditadura do mercado e das autoridades do meio", afirma, enfaticamente, Petit, que fez o livro "não para artistas, mas para aqueles que gostariam de ser artistas plásticos e para outros que desejam conhecer melhor o mundo obscuro das artes plásticas", tal diz o subtítulo da obra.O catalão de Barcelona, que chegou ao Brasil em 1952, teve como forças motoras para fazer o livro primeiro a paixão pela pintura e, segundo, seu ódio pela arte abstrata. Partindo da máxima de que qualquer um pode ser artista, de que "todo mundo pode desenhar", Francesc Petit usa de uma linguagem simples e direta para estimular novos criadores, utiliza de relatos de sua vida como pintor (pintou pela primeira vez aos 11 anos), publicitário (iniciou sua carreira aos 13 anos) para descortinar "enganos" quanto ao mundo da arte. "Tenho o direito de dizer o que acho e não tenho receio", afirma Petit que, ultimamente, está se dedicando mais a escrever livros do que a pintar (parou há 10 anos porque estava cansado das críticas).Faça Arte, esse título que tem duplo sentido, tem conselhos para artistas, ensinamentos sobre procedimentos básicos como misturar tintas, lavar pincéis, citações de frases de grandes pintores (Rubens, Renoir, Manet, Leonardo da Vinci), passeios pela história da arte. Para os interessados, a fórmula direta é começar a desenhar e fazer cópias das obras de outros criadores. "Um artista se descobre em outro artista", diz Petit, que proximamente vai lançar outro livro, Barcelona, sobre sua cidade natal.

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