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Representação e Verdade em Waly SalomãoEleito o melhor documentário no É Tudo Verdade deste ano, Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader, estréia amanhã, mas terá pré-estréia hoje no Cine Bombril. O filme cobre 15 anos da vida do poeta Waly Salomão que o próprio Nader acompanhou com uma câmera digital, convencidos (ambos) de que as novas tecnologias borram, senão eliminam, as fronteiras entre o público e o privado, entre arte e vida, verdade e representação. O próprio Nader confessa que não sabia muito bem como montar o material, até que leu o ensaio de Antônio Cícero sobre Salomão - e que disseca justamente o jogo de máscaras que fez dele, como homem e artista, um mestre da representação. O ponto de Pan-Cinema Permanente é que Waly Salomão não foi um, mas vários. O filme é intrigante como o próprio biografado, que morreu em 2003, aos 60 anos. Muitas cenas vão permanecer com o espectador. Waly ganhou o Prêmio Jabuti de 1997 com o livro de poesias Alagaravias. Em 2004, postumamente, surgiu seu último livro, Pescados Vivos. Ballet Stagium Mostra Sua Bossa, Todo Prosa Há cerca de 5 anos, o Ballet Stagium vinha cogitando a montagem de um espetáculo baseado na bossa nova. A companhia, que completa 38 anos de existência, sempre prezou pela cultura popular brasileira e principalmente por sua música - prova disso são as montagens já apresentadas, como Sair pro Mar (criada a partir de músicas de Dorival Caymmi), Das Terras do Bem Virá (Geraldo Vandré), Stagium Dança Armorial (Movimento Armorial/Ariano Suassuna) e Stagium Dança Chico Buarque e Mané Gostoso (Quinteto Violado/Luiz Gonzaga). Por pura coincidência, a diretora do grupo, Marika Gidali, conta que só agora, ano em que se completam os 50 anos de bossa, conseguiram tempo e fôlego para criar um espetáculo homônimo ao gênero eternizado por João Gilberto, Nara Leão, Edu Lobo, Vinicius, Carlos Lyra... todos eles presentes na nova montagem. "Não tem história. Queremos apenas apresentar a riqueza desse movimento, principalmente aos jovens", diz Marika. Batuque orientalTRADIÇÃO: O grupo de percussão japonês Kodo, formado por 14 músicos, apresenta-se no encerramento da temporada da Sociedade de Cultura Artística e presta homenagem ao centenário da imigração japonesa. A base dessa performance é a utilização do taiko, tradicional tambor da cultura oriental.ServiçoTeatro Alfa (1.212 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, 5693-4000. 5.ª a sáb., 21h; dom., 18h. R$ 60/ R$ 160Com um Pé na Jovem GuardaO tecladista Lafayette junta-se ao grupo Nervoso e os Calmantes numa mistura sonora que eles definem como ?tropicalismo cinematográfico contemporâneo?.ServiçoLafayette, Nervoso e Os Calmantes. Sesc Pompéia. Choperia (800 lug.). Rua Clélia, 93, 3871-7700. Hoje, 21h. R$ 16

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