REUTERS/Gwladys Fouche
REUTERS/Gwladys Fouche

Plano da Noruega para salvar mural gigante de Picasso divide opiniões

Os críticos dizem que a estrutura de concreto de 50 anos é feia e merece ser destruída, enquanto os fãs pedem sua proteção

Terje Solsvik e Gwladys Fouche, Reuters

27 de julho de 2020 | 16h22


OSLO - A Noruega começou a demolir um edifício histórico decorado com murais gigantes de Pablo Picasso nesta segunda-feira, como parte dos esforços para reconstruir a sede do governo após um atentado mortal de um grupo de extrema-direita.

O prédio de escritórios do bloco “Y” de Oslo, com um mural de Picasso em uma seção de 250 toneladas de fachada, será substituído por uma alternativa moderna e mais segura, disse o governo.

A demolição dividiu opiniões fortemente. Os críticos dizem que a estrutura de concreto de 50 anos é feia e merece ser destruída, enquanto os fãs pedem sua proteção.



Picasso colaborou com o escultor norueguês Carl Nesjar, que transformou obras do artista espanhol em enormes murais de concreto em Nova York, Barcelona, Oslo e outras cidades.

Usando uma parede externa inteira do edifício, Nesjar deu a Os Pescadores, de Picasso, um lugar de destaque na capital norueguesa, além de a Gaivota, uma obra do chão ao teto em uma parede de 60 toneladas.

O bloco “Y”, construído em 1969 e nomeado por sua forma vista do ar, abrigou o Ministério da Educação da Noruega até 22 de julho de 2011, quando o militante anti-islâmico Anders Behring Breivik detonou uma grande bomba nas proximidades.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.