Pendulum

Em uma noite em que a influência do rock era evidente em várias atrações, talvez a maior decepção tenha vindo justamente da formação mais adequada ao gênero. O Pendulum tem guitarra, bateria, baixo e vocalista como a maioria das bandas de rock. As inserções eletrônicas é que fazem a diferença - para o mal. A parte orgânica da banda emula o que há de pior na sonoridade de grupos como o Linkin Park, enquanto o sintetizador encobre o som, sem conseguir salvar a tentativa malsucedida de mistura de gêneros.Os franceses do Justice foram precedidos pelos brasileiros do Killer on The Dancefloor, o Montage e Mixhell, no qual o baterista Iggor Cavalera (ex-Sepultura, Cavalera Conspiracy) mostrou seu lado DJ ao lado da mulher, Layma Leyton, numa mistura de bateria e picape. O festival fez questão de ressaltar a interatividade do evento, no qual o público escolheu quem ia tocar, onde e como. A interação acabou aí. Do portão do Anhembi para dentro, tinha-se de optar entre as atrações que intercalavam horários nos três palcos. No meio do longo caminho entre um palco e outro, foi montada uma espécie de shopping, o que destoava do clima de festival (mas fez a alegria dos consumistas de plantão).

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