Panorama recebe no Rio 35 grupos até o dia 9

No último ano, os diretores do Panorama de Dança, Nayse Lopes e Eduardo Bonito, percorreram mais de 15 festivais de dança, no Brasil e no exterior. Tudo para trazer para o festival, que começa hoje, o que há de mais instigante na dança contemporânea mundial.Em sua 17ª edição, o Panorama será aberto pela apresentação da companhia francesa Maguy Marin, no Teatro João Caetano. Um dos mais respeitados do mundo, o grupo vai apresentar Umwelt, espetáculo que é considerado uma obra-prima. Nele, os bailarinos reproduzem ações do cotidiano de todos nós, como vestir-se, namorar, comer. "Maguy discute o que é dança e o que não é, quebrando paradigmas", diz Nayse, que todo ano faz questão de trazer artistas da África e da América do Sul, além dos europeus. Outra preocupação tem sido tornar as performances - que ocorrem até o dia 9 no Rio, na Baixada e em São Gonçalo - acessíveis a um número cada vez maior de pessoas. Por esse motivo, o festival cresceu este ano - serão 70 apresentações, de 35 grupos. "A gente não quer que vire um elefante branco. O problema é que as pessoas não estavam cabendo mais nos espaços", diz Nayse. Amanhã, o destaque é A Glimpse of Hope, do grupo italiano Deja Donne, no Teatro Nelson Rodrigues. Na semana que vem, apresentam-se o japonês Yuzo Ishiyama, que vem mostrar a nova dança japonesa no João Caetano, e o iraniano Hooman Sharifi, que investiga questões como identidade e etnia em We Failed to Hold this Reality in Mind (no Villa-Lobos). Entre os brasileiros, o Grupo de Rua de Niterói, sucesso no cenário europeu de dança contemporânea, faz a estréia carioca do espetáculo H3, e Cristina Moura exibe My Mother Naked, que estreou este ano na França.

Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2008 | 00h00

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