Osesp começa a articular busca por novo maestro

Chega hoje à cidade primeiro dos consultores internacionais que vão auxiliar a fundação na escolha de novo diretor artístico

João Luiz Sampaio, O Estadao de S.Paulo

03 de dezembro de 2008 | 00h00

A Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo dá a largada hoje para o processo de escolha de seu novo diretor artístico. Após uma conversa com os músicos, membros do conselho da fundação, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, encontram-se com o diretor artístico e executivo da Filarmônica de Londres Timothy Walker, o primeiro dos conselheiros internacionais contratados para auxiliar a entidade na busca por um novo diretor, necessidade surgida com o anúncio do maestro John Neschling, em junho deste ano, de que não pretende renovar seu contrato, que vai até 2010."Tem havido muitos boatos em torno de possíveis nomes para ocupar o posto", diz uma fonte ligada à direção da fundação, que prefere não ser identificada. "No entanto, não é essa a nossa primeira preocupação. O importante, agora, é discutir conceitualmente qual a função do diretor artístico e como deve ser feito o processo de escolha de um nome. Essa é a primeira vez que a fundação Osesp passa por esse processo. É, portanto, fundamental que nos cerquemos de experiências de outras orquestras e projetos na busca por um caminho próprio."Em outras palavras, antes de escolher um nome, a fundação Osesp quer ter claro exatamente qual seria a sua função. São muitas as possibilidades, como a presença de um diretor artístico que não acumule a função de regente titular , por exemplo, o que acontece atualmente, dando poder grande de decisão ao maestro. "Há muitas questões envolvidas. É preciso estudar, além das características do cargo, qual o papel, por exemplo, que os músicos ou mesmo a comunidade devem ter na escolha do maestro. Não se trata de mudar por mudar. Este é um momento de reflexão, de estudo, de análise de possibilidades e projetos de gestão." Walker fica até o fim da semana em São Paulo. Na seqüência, chega o outro conselheiro internacional, o norte-americano Henry Fogel, ex-diretor executivo da Sinfônica de Chicago e ex-presidente da Liga das Orquestras Sinfônicas Americanas, que esteve no Brasil no ano passado conhecer o projeto Osesp.A sucessão do maestro John Neschling transformou-se rapidamente no grande assunto da vida musical brasileira. Entre maestros se candidatando discretamente, ou às vezes nem tanto, ao cargo; boatos sobre a possível contratação de estrelas internacionais como Lorin Maazel e Daniel Barenboim; e declarações sobre concursos públicos feitas pelo secretário de Estado da Cultura João Sayad, havia ficado a dúvida sobre qual seria o processo de seleção do novo maestro. Segundo a fonte ligada à orquestra, a expectativa é que, em janeiro, o conselho já tenha uma idéia mais clara dos critérios a serem seguidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.