Operado, Gil só retorna ao Ministério na semana que vem

Ministro retirou dois cistos das cordas vocais na quinta, no Hospital Samaritano, e no mesmo dia foi para casa para recuperação

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

09 Outubro 2007 | 00h00

Submetido a uma cirurgia nas cordas vocais no Hospital Samaritano, na quinta-feira, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, de 65 anos, recupera-se bem em sua casa no Rio de Janeiro. Ele foi operado pelo médico oncologista Jacob Kligerman para a retirada de dois cistos, e a previsão é que volte às atividades de ministro na semana que vem, e que possa voltar a cantar em dez dias. Segundo fontes do Ministério da Cultura, Gil recebeu anestesia geral para a operação e já no mesmo dia da cirurgia pôde dormir em sua própria casa. O dr. Kligerman foi o mesmo médico que operou o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, em 2005, para a retirada de um nódulo benigno nas cordas vocais. A exemplo de Garotinho, Gil não sente dor e pode alimentar-se normalmente, evitando apenas alimentos mais ásperos. Mas, para se comunicar, usa apenas bilhetes ou gestos e evita falar. Segundo sua mulher, Flora Gil, o cantor passa bem e recupera-se com tranqüilidade. Não é a primeira vez que Gil enfrenta problemas com a voz. Já fez tratamento anteriormente, e chegou a dizer, durante show da turnê Banda Larga em São Paulo, que está com ''''65 anos, a voz cansada, poderia apenas pegar meu violãozinho e sair por aí''''. Ainda assim, ele correu com a turnê por 17 cidades da Europa, além de Rio e São Paulo. E pensa em entrar em estúdio, ainda este ano, para gravar um novo álbum, para o qual já compôs (e mostrou em público) cinco músicas inéditas, entre elas Não Grude, não, O Oco do Mundo, Banda Larga e Não Tenho Medo da Morte. O ministro internou-se para tratamento logo após o lançamento do programa Mais Cultura, do governo federal, que pretende investir R$ 4,7 bilhões em programas socioculturais até 2010. ''''Há muito ansiávamos por este dia: o momento em que o Estado brasileiro, pela primeira vez em sua história, incorpora a cultura como dimensão essencial ao ser humano e como uma política pública essencial ao desenvolvimento'''', discursou Gil, em Brasília.

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