REUTERS/Carlo Allegri/File Photo
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Obras e fotos de Giacometti geram disputa entre Suíça e fundação francesa

Escultura do artista foi vendida no ano passado pela casa de leilões Christie's por US$ 141 milhões, o maior valor já pago por uma obra assim

Reuters

05 Julho 2016 | 10h54

ZURIQUE - Um arquivo repleto de desenhos de Alberto Giacometti e de fotos do renomado escultor e artista está armazenado há mais de dois anos em um museu da Suíça devido a uma disputa legal.

Promotores suíços disseram ter ordenado a apreensão da coleção enquanto aguardam a decisão de um tribunal da França depois que a Fundação Alberto e Annette Giacometti, sediada em Paris, alegou que as obras foram roubadas décadas atrás.

O suíço Giacometti, que morreu em 1966, é um dos escultores mais conhecidos do século 20. Seu Homem Apontando foi vendido no ano passado pela casa de leilões Christie's por US$ 141 milhões, o maior valor já pago por uma escultura.

A fundação, que abriga cerca de 5 mil peças de Giacometti, não informou quem acusa pelo roubo. Sabine Longin, diretora de desenvolvimento da entidade, afirmou à Reuters que a fundação irá se pronunciar publicamente sobre o assunto assim que a questão da propriedade do arquivo foi resolvida.

A coleção inclui 16 esboços de Giacometti e 101 fotos do artista feitas por fotógrafos célebres como Man Ray, Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau, e cobrem um período que vai dos anos 1920 à década de 1960.

O arquivo estava com Giacometti quando ele morreu em Coira, na Suíça, mas pode ter mudado de mãos entre familiares antes de ir parar sob os cuidados de um "grande amante da arte" não identificado no mesmo país aproximadamente em 1998, de acordo com documentos de tribunais suíços.

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