EFE/Jorge Zapata
EFE/Jorge Zapata

Obras de Picasso estão confinadas em Tóquio após cancelamento de exposição

Quadros de Miró e Dalí também estão em um armazém impedidos de serem devolvidos ao Museu Nacional de Arte de Catalunha

Redação, EFE

02 de junho de 2020 | 13h08

A maior coleção itinerante do Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) – incluindo obras de Picasso, Miró e Dalí – está confinada em um armazém em Tóquio depois do cancelamento de uma exposição na capital japonesa pela pandemia de coronavírus.

Devido à falta de voos devido à situação global da saúde, nem os organizadores japoneses da exposição podem devolver as obras para a Espanha, nem os técnicos do MNAC podem verificar pessoalmente suas boas condições.

A chefe de Registro e Exposições do museu de Barcelona, Susana López, explicou que, do Japão, eles receberam todas as garantias de segurança e climatização para certificar o bem-estar das obras. “A cada semana, a empresa que armazena as obras nos envia os registros de temperatura e umidade. Nós repassamos ao nosso departamento de conservação preventiva para verificar se tudo está correto e se as obras estão em condições adequadas”, disse López.

A coleção fez parte da exposição Barcelona, a Cidade dos Milagres Artísticos, que abriu na Galeria da Estação de Tóquio em 8 de fevereiro e foi suspensa vinte dias depois pela indicação do governo japonês de fechar grandes espaços com grande afluência para evitar contágio.

A galeria permaneceu fechada até a data prevista para o encerramento da exposição, no dia 5 de abril. Então, os organizadores japoneses desmontaram a mostra e a armazenaram em um armazém. “Oferecemos prolongar o empréstimo por mais tempo, como já fizemos com outros trabalhos que temos em outros lugares. Não foi possível. Não sabemos se foi uma questão econômica ou se foi devido a compromissos que eles já tinham assumido”, afirmou López.

Para a desmontagem de uma exposição desse calibre, o MNAC geralmente envia dois supervisores de sua equipe para verificar se o processo está correto, mas, dessa vez foi impossível. Assim, o certificado pelo bom estado das obras foi por meio de fotografias de alta qualidade enviadas pela galeria. Existem obras muito fáceis de desmontar, mas essa exposição tem luminárias, cerâmicas e móveis. Eles têm pontos mais frágeis que outros, é preciso saber para onde levá-los”, explicou López, que, no entanto, afirmou que estava “muito tranquilo” por causa do profissionalismo dos japoneses.

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