Fabrice Coffrini/ AFP
Fabrice Coffrini/ AFP

Obras de arte confiscadas durante nazismo são expostas em museu da Suíça

Pinturas de Picasso e Matisse estão no acervo que estava em mãos do colecionador Hildebrand Gurlitt

Stephanie Nebehay, Reuters

02 de novembro de 2017 | 11h37

Cerca de 150 obras de arte de um grande acervo reunidas por um colecionador alemão durante a era nazista foram exibidas ao público pela primeira vez nesta quarta-feira na capital da Suíça em meio a dúvidas persistentes sobre as origens da coleção.

O colecionador de arte Hildebrand Gurlitt formou a coleção depois de ser recrutado pelos nazistas para vender peças da assim chamada arte moderna “degenerada” apreendida em museus da Alemanha.

Seu filho, Cornelius Gurlitt, herdou as obras e as manteve armazenadas em seu apartamento de Munique durante décadas.

O Museu de Arte de Berna ficou surpreso ao descobrir, em maio de 2014, um dia após a morte de Hildebrand, que havia sido nomeado como único herdeiro das 1.500 obras, que incluem pinturas de Pablo Picasso e Henri Matisse.

Sua exibição “Arte Degenerada - Confiscada e Vendida” é composta principalmente de desenhos, litogravuras e pinturas apreendidas pelos nazistas em museus e adquiridas por Gurlitt pai.

“Na maior parte sabemos exatamente quando as obras foram confiscadas, de qual museu alemão”, disse Nina Zimmer, diretora do Museu de Arte de Berna, à Reuters Television.

“Só aceitamos obras quando temos 100 por cento de certeza de que não foram pilhadas (de proprietários particulares)”, afirmou, acrescentando que outras 300 obras “degeneradas” estão aguardando esclarecimentos sobre sua propriedade em meio a pesquisas intensas.

Uma mostra separada de obras da coleção Gurlitt estreará na cidade alemã de Bonn na sexta-feira com o título “Arte Nazista Roubada e Suas Consequências”.

 

 

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