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Obra de Tomie Ohtake é vendida por R$ 645 mil em leilão em São Paulo

Abertura da temporada de vendas é boa para as casas de leilão

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

26 Março 2015 | 18h32

As casas de leilões têm registrado boas vendas na abertura desta temporada. O leiloeiro Rodrigo Brant, da Canvas, vendeu 63% dos 120 lotes leiloados na noite de terça-feira (dia 24), entre eles uma tela abstrata de autoria da pintora Tomie Ohtake, obra dos anos 1970 que conserva características daquele que é considerado seu melhor período (anos 1960).

A pintura de Tomie, recentemente falecida, saiu por R$ 645 mil. Foi a obra mais cara de um leilão sem trabalhos disputados, que, na maioria das vezes, saíram pelo preço base, caso também da tela que alcançou o maior valor no leilão.

Encaixa-se no mesmo caso uma das seis telas de Manabu Mabe no mesmo leilão (lote 12, por R$ 130 mil), igualmente uma pintura abstrata do pintor nipo-brasileiro, além de uma obra de Vik Muniz (R$ 80 mil). Um pouco mais disputado foi um desenho feito pelo modernista Di Cavalcanti em Paris, que saltou do lance mínimo de R$ 58 mil para R$ 75 mil.

“A crise ainda não chegou no mercado de arte”, analisa o dealer Rodrigo Brant, mas o fato é que obras de grande valor, acima de R$ 1 milhão, estão ausentes dos dois principais leilões realizados em março, o da Canvas e o de James Lisboa, este dividido em dois dias nesta semana.

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