Obra de Júlio Verne é vista como crítica cultural

A publicação é um diálogo entre o professor Michel Serres e o pesquisador Jean-Paul Dekiss sobre as obras de Júlio Verne, autor de Vinte Mil Léguas Submarinas. Os romances de aventura de Verne que seriam destinados à juventude, pela ótica de Serres, se transformam em obras de crítica da cultura. A análise dele cria oportunidade de refletir sobre o mundo contemporâneo, sobre o embate entre ciência e literatura e a formação do cidadão. Autor de Hominescências, Serres mostra como a separação da ciência e da literatura, na qual a pesquisa científica deixa de ser cultural e a cultura se afasta da pesquisa, estabelece de um lado "literatos cultos mas ignorantes" e de outro "cientistas sem cultura".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.