O senso de pecado como preocupação humanista

Misógino, chauvinista, moralista - diversos epítetos já foram disparados contra o cineasta e dramaturgo americano Neil LaBute, cujo trabalho não passa despercebido. Críticos entusiastas comparam suas peças às de Strindberg, Ibsen e Albee em início de carreira. A maioria, no entanto, equipara-o a David Mamet, embora LaBute revele que sua maior influência foi Wallace Shawn, autor e ator americano que escreveu Meu Jantar com André, filmado por Louis Malle em 1981.Nascido em Detroit, em 1961, estreou no cinema em 1997 com Na Companhia dos Homens, cuja virulência masculina contra mulheres frágeis cravou-lhe a fama de misógino. Seus defensores, no entanto, garantem que LaBute traz em suas observações sobre os homens algo que outros autores contemporâneos ainda não trabalharam com autoridade: o senso de pecado.Em uma de suas recentes peças, The Mercy Seat, um homem que devia estar em uma reunião no WTC no dia 11 de setembro de 2001, estava na verdade com sua amante (e chefe) no apartamento dela. A peça passa-se na manhã seguinte, quando os dois discutem sobre seu futuro, principalmente se ele deve confessar para a mulher e os filhos que está vivo - e por quê.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.