O mundo todo cabe no salão de O Baile

No começo dos 80, Ettore Scola havia feito filmes como Ciúme à Italiana, Nós Que Nos Amávamos Tanto, Um Dia Muito Especial e Casanova e a Revolução, mas ainda estava para surgir aquele que talvez seja o mais belo de seus filmes (com A Viagem do Capitão Tornado), O Baile, de 1983. A história, que não é bem uma ''história'', passa-se toda num salão de danças, prescindindo de diálogos para propor, só por meio do movimento, uma reflexão sobre a Europa (e o mundo) que atravessa guerras e mudanças de comportamentos. O Baile é a poderosa atração de hoje do Telecine Cult, às 16h25. Scola ficou tão atraído por essa maneira de concentrar tempo e espaço que fez A Família e O Jantar usando o mesmo procedimento estético. É um grande diretor.

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