O experimentalismo criativo da banda Hurtmold

Grupo de destaque do cenário independente mostra em show, hoje e amanhã, repertório do quinto CD

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O som instrumental, cheio de improvisos criativos, da banda Hurtmold surpreendeu quem não os conhecia e estava na Via Funchal só por causa do The Magic Numbers, no Festival Indie Rock, ocorrido em julho. Arrancou elogios até mesmo de Romeo Stodart, o líder da banda britânica, assim que terminou de cantar a primeira seqüência de músicas da noite. ''''Como é o mesmo o nome dessa banda que tocou aqui antes de nós?'''', perguntou à platéia. ''''Isso, Hurtmold! Eles são maravilhosos.'''' ''''Ouvi dizer que ele chegou até a comprar um CD nosso lá no Rio, onde nos apresentamos um dia antes'''', conta, orgulhoso, o tecladista e vibrafonista Guilherme Granado. O detalhe que poucas pessoas deveriam saber é que as músicas apresentadas nesse show de abertura já faziam parte do 5º álbum que o Hurtmold lança hoje e amanhã, no Sesc Vila Mariana.A banda nasceu e cresceu no cenário independente de São Paulo há quase dez anos. Como é da característica intrínseca a grupos formados dentro desse contexto, a liberdade sempre imperou e fez com que criassem uma sonoridade única, calcada no rock, mas com diversas influências que passeiam de John Coltrane a Baden Powell, no caso de Granado, por exemplo. ''''Cada um de nós traz uma série de referências e isso só tende a enriquecer ainda mais o nosso trabalho'''', opina.Isso vale também na hora de compor as músicas: as sete faixas presentes no novo álbum, homônimo à banda, foram trabalhadas conjuntamente, com os seis integrantes da banda - Fernando Cappi (guitarra), Marcos Gerez (baixo), Mário Cappi (guitarra), Mauricio Takara (bateria e trompete) e Rogério Martins (percussão e clarinete), além do próprio Granado, que também toca escaleta e produz a base eletrônica. ''''Todo mundo compõe. As músicas vão aparecendo de vários jeitos: às vezes a gente conversa, às vezes é improvisada e trabalhamos em cima dela, outras vezes elas são bem mapeadas. Conforme a música vai pedindo, nós vamos adicionando novos elementos. Deixamos as músicas respirarem'''', relata Granado.O batismo de cada composição, que tem em média cinco minutos cada uma, também segue a mesma lógica. Nomes divertidos como Churumba, Sabo, Smootz da Police e Olvécio e bica, foram criados espontaneamente, no meio ou no fim do processo de composição, de acordo com o ritmo ou com a melodia ou num estalo criativo mesmo. Se quiser ter uma prévia da viagem sonora que a Hurtmold pretende oferecer hoje e amanhã no Sesc Vila Mariana, acesse o site do selo do novo álbum www.submarinerecords.net e experimente Halijascar.Serviço Hurtmold. Sesc Vila Mariana - Auditório (131 lug.). Rua Pelotas, 141, telefone 5080-3000. Hoje e amanhã, 20h30. R$ 10

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