O círculo do poder

Napoleão Bonaparte (1769-1821), em seu expansionismo territorial, subjugou boa parte dos países europeus. O avanço das tropas francesas sobre a Península Ibérica foi o principal responsável pela fuga da família real portuguesa. António de Araújo e Azevedo, o conde da Barca (1754-1817), negociou e assinou tratado de paz com a França em Haia. Interlocutor de d. João no Rio, defendeu a abertura dos portos da colônia e fundou instituições artísticas e científicas. Rodrigo de Souza Coutinho, o conde de Linhares (1755-1812), foi afilhado do marquês de Pombal e ministro de d. João VI; anglófilo, defendeu os interesses britânicos e incentivou o príncipe-regente na decisão de se mudar para o Brasil. Percy Smythe, o lord Strangford (1780-1855), era embaixador da Grã-Bretanha em Portugal quando Napoleão invadiu a Península Ibérica e influenciou d. João na decisão de fugir para o Brasil. Ele acompanhou a família real na viagem ao Rio. Jean-Andoche Junot (1771-1813) foi ajudante-de-ordens de Napoleão, que o escolheu para ocupar Portugal com suas tropas, em 1807. Chegou ao país pouco depois da fuga da família real. Escreveu em seu diário, sobre d. João: "Como é feio!"

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.