O balaio-de-gatos de Zimbher e a banda O?Zunido

Brasiliense deixa de lado trabalho-solo para lançar 3.º álbum ao lado do grupo que toca MPB, rock, pop...

Livia Deodato, O Estadao de S.Paulo

11 de junho de 2008 | 00h00

Carlos Zimbher já não se lembra mais em que ponto a numerologia foi a favor da escolha de seu sobrenome artístico - isso ocorreu há uns bons 15 anos, quando decidiu se profissionalizar como músico ainda em Brasília, sua cidade natal. De um jogo de palavras surgiu Zimbher e soou gostoso. Para a produção de seu terceiro álbum, esse mesmo que ele lança hoje no Sesc Pompéia, Zimbher queria deixar um pouco de lado o seu trabalho-solo para dividir arranjos e, posteriormente, os palcos com outros músicos. A banda também entrou na brincadeira do batismo e a decisão pelo nome O?Zunido foi unânime. Ouça trecho da canção Inutilmente Zimbher e O?Zunido, dois sonoros nomes escolhidos para o projeto, espelham a vontade de Carlos (voz), Estevan Sinkovitz (guitarra), Luque Barros (baixo) e Gustavo Souza (bateria) de expor aos quatro cantos a diferenciada música contemporânea que vêm produzindo. "Queria selecionar um nome para a banda que ressoasse e alcançasse pessoas do Brasil e do mundo. Minha vontade sempre foi de instigá-las a fim de escutarem as letras e o som penetrante de O?Zunido", diz Carlos Zimbher, bem colocando um trocadilho.O trabalho resultante, que perpassa o pop, o rock e a música popular brasileira, firmou sua base na vanguarda paulistana despertada nos anos 70 por Itamar Assumpção, Vânia Bastos, Ná Ozzetti e Arrigo Barnabé, entre outros. "Durante todos esses anos, me dediquei à MPB e, só há bem pouco tempo, quebrei um preconceito que eu tinha em relação ao rock, de Beatles a Iron Maiden e Black Sabbath. Este álbum reflete um pouco desse balaio-de-gatos", conta Zimbher.Uma canção que considera especial no novo álbum é Inutilmente. Zimbher a compôs pensando em Cássia Eller, que morreu poucos dias depois e não chegou a ouvi-la. "Tenho muita influência dela no meu paladar sonoro." O show de hoje ainda conta com a participação de Luis Felipe Gama, Ana Luiza, Dani Zulu e Tatá Aeroplano. ServiçoCarlos Zimbher. Teatro do Sesc Pompéia (344 lug.). Rua Clélia, 93, telefone 3871-7700. Hoje, às 21 h. R$ 3 a R$ 12

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