Nos portões, alegria desde cedo

O Rio viveu ontem um domingão diferente, à espera da primeira apresentação no Brasil da nova turnê da rainha do pop

Lauro Lisboa Garcia, RIO, O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2008 | 00h00

Os portões do Maracanã deveriam abrir às 15 horas, mas o público só teve acesso ao estádio a partir das 17h30 de domingo, depois que Madonna terminou a passagem de som. Toda vestida de preto, cabelos soltos e óculos escuros, a cantora repassou com sua banda trechos de músicas do roteiro, como Vogue into the Groove, 4 Minutes, Beat Goes on. O carioca não teve o mesmo privilégio dos chilenos, que já tomavam boa parte do estádio, quando ela ensaiou. No gramado do Maracanã, presentes só o pessoal de serviço, o que, além da chuva fina que caía, a deixou um pouco incomodada. "Está chovendo, o chão está todo molhado, essas pessoas estão me olhando, não estou conseguindo me concentrar", reclamou secamente a estrela. Acompanhe o dia de Madonna no Rio Veja também especial sobre a cantora Madonna decidiu antecipar o horário do início do show para as 20 horas, mas não cumpriu. A princípio esta seria a hora em que o DJ Paul Oakenfold entraria, mas seu set foi adiantado para as 18h30. Mal os portões se abriram e os fãs corriam feito doidos aos gritos em direção ao campo, alguns escorregando no tablado molhado e liso que protegia o gramado. "Não acredito que consegui ficar na grade", exultava Camila Moreira, de 19 anos, uma das primeiras a entrar no estádio. "Ai, tira uma foto minha?", pede, com o celular em punho. Ela chegou a uma das enormes filas que se formavam em torno do estádio às 15 horas, "mas já tinha uns amigos guardando lugar desde o meio-dia". Até que nem foi tão "sofrido" assim. "Essa gente que fica acampada é louca. Imagina, eu que cheguei a essa hora já estou aqui no melhor lugar."A predominância de mulheres e rapazes visivelmente gays confirma a tendência mundial. Mas havia também famílias, senhoras quarentonas e toda espécie de público não só do Rio, mas vindo de outras cidades, como São Paulo, Recife, Salvador, Goiânia, Brasília, Vitória. Okenfoald entrou no palco às 18h40 e engatilhou uma série de hits de música eletrônica, transformando o Maracanã numa imensa pista de boate gay, com a platéia vibrando a cada virada.

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