Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

No último dia, fila para ver obras de Ron Mueck dura até 4 horas

Exposição do artista na Pinacoteca do Estado recebeu 402.119 visitantes, tornando-se novo recorde de público do museu

Camila Molina, O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2015 | 18h02

Atualizada nesta segunda-feira, 23, às 12h50 

Os visitantes da mostra do escultor Ron Mueck, que terminou neste domingo, 22, na Pinacoteca do Estado, esperaram entre 3 e 4 horas para entrar no museu, segundo informações da instituição. A exposição, sucesso de público, recebeu 13.034 espectadores apenas no sábado, 21, e desde seu início, em 20 de novembro de 2014, a exibição com 9 esculturas hiperrealistas do artista foi visitada por 402.119 pessoas. A entrada para a mostra no fim de semana foi gratuita e o horário do museu foi estendido para até às 22 horas (mas a fila de acesso encerra-se às 19 horas).



A espera tem sido longa para entrar na Pinacoteca, mas nada de excepcional, apesar do grande fluxo de pessoas, tem ocorrido no museu no último fim de semana da exposição. Com visitação acima de 400 mil pessoas, a mostra de Ron Mueck torna-se o novo recorde de público da instituição, que teve sua última grande marca em 2001 com "Rodin - A Porta do Inferno". 


Projeto originário da Fundação Cartier, em Paris (onde recebeu 330 mil visitantes em 6 meses), "Ron Mueck" também já foi apresentada na Fundação Proa de Buenos Aires e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (na instituição carioca, foram 300 mil espectadores). O público é atraído pela perfeição com que o artista cria figuras humanas utilizando fibra de vidro, silicone e acrílico para tratar de temas como a vida e a morte. Chama a atenção, ainda, o jogo que Mueck promove com a proporção das obras.


"Ele não é apenas um hiperrrelista, é um artista que lida com o estranho, com o singular", define o diretor técnico da Pinacoteca, Ivo Mesquita. "As figuras não são verdadeiras, mas parecem gente", completa. "Hoje, os artistas não executam mais seus trabalhos como ele, um escultor precioso nos seus procedimentos, que preserva a qualidade do fazer".  

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