No São Francisco, vinhas cheias de cachos o ano todo

3 mil horas anuais de sol e irrigação garantem produção de qualidade

O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2008 | 00h00

Em pleno sertão nordestino, no Vale do Rio São Francisco, uvas brotam da terra seca e são transformadas em vinho. Aliás , em muitas garrafas. A região responde por 65% da exportação de uvas de mesa do País. Por causa desse volume, desde 2002 empresários da área investem na divulgação de uma rota cheia de sabor, que abrange oito cidades em Pernambuco (Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó) e na Bahia (Juazeiro, Curaçá, Sobradinho e Casa Nova). As 3 mil horas de sol anuais e o eficiente sistema de irrigação possibilitam a produção de vinhos vigorosos e frutados, com safras novas durante todo o ano. Mas a melhor época para visitação é o segundo semestre. Entre os vinhos produzidos no Vale, destacam-se os tintos Cabernet-Sauvignon e o Syrah; os brancos Sauvignon Blanc, Moscato Canelli e Chenin Blanc; e os espumantes moscatéis. A rota, que está em desenvolvimento, contará com 34 mil quilômetros (veja o site www.valedosaofrancisco.tur.br). Nem todas as vinícolas têm estrutura para visitantes. Mas o plano é que isso ocorra até 2010. "Estamos nos preparando para ter as mesmas condições do Sul", diz Roque Afonso Meneguzzo, gerente da Fazenda Ouro Verde, em Casa Nova (BA), que tem entre os donos a gaúcha Miolo. "Vamos abrir para tours em setembro.''Já a Vinhos Botticelli, em Lagoa Grande (PE), que produz 12 rótulos, sempre recebe grupos. "A maioria vem do Nordeste, principalmente estudantes", conta o diretor Ricardo Perez de Almeida. O tour, com degustação, é grátis, basta marcar.

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