No palco dos indies, brilha a estrela de Los Porongas

Eram quase 30 bandas da melhor safra dos independentes do País todo, e eles estavam no palco do Pátio do Colégio, uma vista privilegiada do berço de uma metrópole. Muitas bandas boas, um clima mais tranqüilo, onde o menino de calça skinny dançava com o catador de latas de alumínio e a menina de piercing no nariz alimentava três filhotes de gatos abandonados nos fundos do Tribunal de Contas. Pela aglomeração, dava para ver que a maioria dos indies foi para ver a sua banda da vez, os mato-grossenses do Vanguart. Incrível como eles já se tornaram adorados por esse público, que cantou a plenos pulmões o refrão de seu maior hit, Semáforo ("Todos meus amigos fumam, todos meus amigos querem morrer").Muita banda boa, como o Macaco Bong e os Retrofoguetes. Mas tem uma que está um degrau acima das demais: os acreanos do Los Porongas. Um trio de instrumentistas afiadíssimos, em especial o guitarrista, e um vocal de primeira, Diogo. Além da potência (estão muito mais pesados ao vivo atualmente), têm também letra, atitude, entrega no palco. Estão muito acima dos demais.

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