No olhar de Bolt, o segredo do sucesso da arte de animação

Doug Bennett fala do personagem que ajudou a formatar e diz que sua origem está em A Dama e o Vagabundo

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2009 | 00h00

Especialistas de mercado afirmam que o Blu Ray é uma mídia sem futuro, que já nasceu morta (como o laser disc), mas Bolt - Supercão registra recorde de vendas em DVD e no formato. O lançamento da Disney inclui numerosos extras, inclusive o curta produzido para acompanhar o filme de Chris Williams. Doug Bennett é o supervisor de animação. Ele conversou pelo telefone com o repórter do Estado.Qual é a grande desafio de uma animação como Bolt?Como sempre, os problemas técnicos são imensos, mas isso é um estímulo. O verdadeiro desafio é o roteiro. O que faz a diferença na animação moderna é a qualidade do roteiro, que é muito pensado e desenvolvido.Bolt vive num mundo de fantasia que pensa que é real. A situação já foi vista em O Magnífico, de Philippe de Broca, com Jean Paul Belmondo. Conhece o filme francês?Não, mas se tem pontos em comum fico muito curioso em assistir. Prometo procurá-lo.O supercão possui olhos muito humanos. Foi difícil chegar a isso?Que bom que você percebeu! Foi minha contribuição, o que pode parecer presunçoso. O conceito do personagem havia sido definido por Chris (o diretor Williams), mas Bolt não conseguia produzir a empatia que buscávamos. Minha tarefa foi torná-lo mais ?redondo? para o espectador. Os olhos foram fundamentais.Alguma referência em particular?Seria difícil ignorar uma animação clássica da Disney, A Dama e o Vagabundo, de 1955, que, aliás, é um de meus desenhos favoritos. ServiçoBolt - Supercão. DVD e Blu-Ray da Disney. Dir. Chris Williams. Entre R$ 44,90 e R$ 54,90

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