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Nem filas tiram interesse por Bariloche

Pelo menos 40 mil brasileiros procuram a cidade na temporada [br]de inverno atrás também de badalação

O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2008 | 00h00

San Carlos de Bariloche, na Argentina, é, definitivamente, o reduto preferido dos brasileiros. Tanto que, quando o assunto é neve, a cidade atende por outro nome: Brasiloche. Pudera, a média de visitantes verde-e-amarelos na temporada de inverno é de 40 mil pessoas. Mas Bariloche não é só neve. Ela atrai por suas paisagens deslumbrantes, atmosfera romântica, opções de turismo de aventura, belos lagos e, principalmente, pela badalação.Se o foco principal, porém, for mesmo o esqui, o destino predileto é o Cerro Catedral. Mas é preciso paciência. Está tão saturado que, na temporada, formam-se longas filas de espera para subir nos ski-lifts. A estação oferece ainda passeios de trenó, de moto de neve e de quadriciclos por diferentes circuitos em cenários estonteantes. Destaque para a Fundação Desafio Bariloche, que realiza um trabalho de inclusão para portadores de necessidades especiais com esquis adaptados. Os instrutores são voluntários treinados para atender desde principiantes até os mais avançados. A cidade fica a 1.680 quilômetros de Buenos Aires. No pequeno centro, discotecas, dois cassinos, os mais variados restaurantes e casas de chá são parada obrigatória. Aproveite para reparar na arquitetura. A cidade foi fundada em 1902 por alemães e suíços, mas a praça principal tem estilo espanhol, com uma típica igreja rodeada por edifícios públicos que têm vista para o Lago Nahuel Huapi.O bom é aproveitar a viagem para fazer outros roteiros pela região. Entre os mais tradicionais está o Circuito Chico, um percurso turístico de 65 quilômetros na margem sul do lago. No caminho, vale uma parada no Parque Nacional Llao Llao para andar pela floresta ou até subir ao Campanário de teleférico. Aí, sim, o turista vai entender por que dizem que a região é tão bonita e charmosa. Por esse mesmo roteiro, ainda, merece uma visita a Capela San Eduardo, com afrescos do famoso pintor argentino Raúl Soldi.Há até uma parada para fazer o chamado esquibunda na neve, no complexo Piedras Blancas, cujo acesso é feito pela Avenida de Los Pioneros. A menos de cinco quilômetros desse ponto, o teleférico da Fundação Sara Maria Furman leva o viajante ao Cerro Otto. No alto, há discoteca, passeio de trenó puxado por huskys siberianos e um pequeno centro de esqui nórdico.Antes de voltar, pare para tomar chá ou provar os defumados da região na Confeitaria Giratória, que roda lentamente e oferece uma bela vista de 360 graus das montanhas. TREM A VAPORDe San Carlos de Bariloche sai o trem histórico a vapor que faz um roteiro pela costa do Lago Nahuel Huapi - a sudoeste de Neuquén e a noroeste do Rio Negro -, atravessa a ponte do Rio Ñirihuau, onde há uma curta parada para curtir a vista da Cordilheira dos Andes coberta pela neve.A 770 metros de altitude, no noroeste da Província de Rio Negro, a cidade também abriga o Parque Nacional Nahuel Huapi, declarado reserva nacional em 1934. Com isso, 330 mil hectares são protegidos e garantem a sobrevivência de raposas e pumas, animais típicos da região.A propósito, Bariloche é uma palavra da língua dos índios mapuches e significa "povo de trás da montanha". Esses índios vieram do outro lado da Cordilheira dos Andes e foram os primeiros habitantes da região. Motivos para visitá-la não vão faltar. Inclusive no verão, quando o sol só se esconde depois das 22 horas (mais informações no site www.turismo.gov.ar).ESTRUTURAAltitude base: 770 metrosNúmero de pistas: 50Meios de elevação: 32Máquina de neve: nãoSnowboard: simHeliski: não

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