''''Não é de hoje: instituição se repensa desde o começo''''

É o que diz o porta-voz da Fundação Bienal de São Paulo, Jacopo Crivelli Visconti, que não acredita em crise do modelo

O Estadao de S.Paulo

02 Outubro 2007 | 00h00

A Bienal de São Paulo preferiu não fornecer detalhes sobre o processo de seleção do curador da 28ª Bienal, alegando que isso pode comprometer o andamento do processo. Jacopo Crivelli Visconti, curador da Fundação, confirma, no entanto, que ele segue os mesmos moldes adotados por ocasião da definição do projeto curatorial para a 27ª edição do evento, quando a proposta de Lisette Lagnado foi selecionada por uma comissão de especialistas, numa operação amplamente divulgada na ocasião. ''''O processo é substancialmente semelhante, com diversos curadores convidados a apresentar seus anteprojetos para a Bienal'''', explicou ele, acrescentando que neste momento eles estão sendo avaliados em ''''conversas abertas e objetivas com os próprios candidatos, inclusive no que diz respeito à viabilidade dos projetos apresentados''''. O representante da Bienal evitou, no entanto, mencionar ou confirmar nomes, sem citar nem os possíveis candidatos (que aceitaram ou recusaram a proposta) nem os experts envolvidos na avaliação. Crivelli também discorda da idéia de que o modelo das grandes mostras internacionais esteja em crise. ''''As Bienais são, hoje em dia, um lugar privilegiado para qualquer discussão sobre a produção contemporânea, tanto propriamente artística quanto curatorial. São as mostras que todos vêem, ou tentam ver: constituem, assim, uma plataforma universal, uma referência comum a todos os que trabalham e pensam a arte contemporânea. Nesse sentido, na minha opinião as Bienais têm um papel fundamental.'''' No caso específico da instituição paulista, ele diz que parte das metas estabelecidas na sua formação e que constam das perguntas propostas por esta enquete - disseminar a produção internacional, ajudar na formação de público e dos agentes da área, garantir espaço de projeção e reflexão sobre a produção nacional - foi atingida. Mas acredita que ainda resta um bom caminho a ser percorrido. ''''Portanto, considero fundamental que a Bienal de São Paulo não pare de se repensar, o que, de resto, ela vem fazendo desde sua fundação'''', afirma. Reflexão essa que, segundo ele, cabe a todos os eventos do gênero e a instituições.

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