Na colorida ''capital'', pit stop para o artesanato

Dona de uma arquitetura singular e bastante eclética, que reúne os estilos colonial português, art nouveau, neoclássico e modernista, além do inglês, a cidade de Parnaíba é o reflexo de sua importância econômica no passado. Segundo maior município do Piauí, a chamada Capital do Delta se agarra no turismo como principal atividade e acaba sendo, ela mesma, um dos pontos obrigatórios de visita dos que passam por ali a caminho de Jericoacoara ou dos Lençóis Maranhenses. Pelo seu histórico Porto das Barcas já escoaram grandes carregamentos de charque e de carnaúba para o Brasil e outros países no século 19. Hoje, é ponto de embarque prioritariamente de turistas para fazer o passeio no Delta do Parnaíba.O porto é parada obrigatória para conhecer melhor a cidade de 145 mil habitantes. Situado no primeiro braço do Rio Parnaíba, o Igaraçu, ele foi o marco da fundação do município - o povoado, criado em 1762 como Vila de São João da Parnaíba na região de Testa Branca, logo foi transferido para o Porto das Barcas e elevado à categoria de cidade em 1844. Os antigos galpões acabaram recuperados e hoje abrigam área para exposição, centro de artesanato, museu e restaurantes. Destaque para venda das rendas de bilro, santos talhados em madeira e utensílios em argila. As rendeiras têm endereço próprio no Morro da Mariana. As camélias de renda feitas por elas foram usadas no vestido usado pela primeira-dama, Marisa Letícia, na posse do presidente Lula em 2007.

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