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Museus funcionam com capacidade reduzida

Museus de São Paulo seguem recomendações dos órgãos de saúde no controle da frequência de público

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2020 | 12h57

Seguindo recomendações das autoridades municipais e estaduais e dos órgãos de saúde no combate à covid-19, museus de São Paulo estão funcionando com capacidade reduzida, como o Museu de Arte de São Paulo e o Instituto Moreira Salles (IMS). O Masp inaugura amanhã  (sexta, 4) a grande exposição dedicada ao pintor e escultor francês Edgard Degas com visitas agendadas previamente pelo site do museu. O IMS paulista está igualmente funcionando com capacidade reduzida e visitas  agendadas pelo site, seguindo esse protocolo na mostra dedicada ao fotógrafo Miguel Rio Branco, que será aberta na terça-feira (dia 8) com  200 fotos do premiado artista.

O Masp vai inaugurar ainda este mês outra grande exposição com pinturas de Beatriz Milhazes relacionadas à dança, eixo temático de todas as mostras apresentadas pelo museu este ano, de Hélio Oiticica a Trisha Brown. Em 2021, segundo o diretor artístico e curador-chefe do museu, Adriano Pedrosa, a programação sofre alterações em função do recrudescimento da pandemia verificado neste fim de ano (a mostra de Gauguin, por exemplo, foi adiada para 2023). Contudo, serão realizadas exposições com orçamento menor, dedicadas a artistas brasileiros, que ajudarão, segundo Pedrosa, “a superar a crise e ajustar o museu à nova realidade”.

Segundo o curador, o museu vem funcionando normalmente, embora com capacidade reduzida. Nenhum patrocinador renunciou aos compromissos com o musesu e foram feitas até aquisições de obras no contexto do eixo temático Histórias da Dança em 2020, embora o Masp, que demitiu funcionários no primeiro semestre, tenha ficado sete meses fechado por causa da evolução da pandemia desde março. O empréstimo de obras para museus estrangeiros foi temporariamente suspenso – o último foi uma tela de Gauguin emprestada para a Glyptotek de Copenhague que demorou seis meses para voltar ao Brasil. Da mesma forma, os museus de fora não estão emprestando obras por causa das dificuldades de transporte e viagens de obras, que têm sempre de ser acompanhadas por um courier.

“Mas a presença digital do Masp cresceu muito no período, especialmente as aulas de arte ao vivo, que sempre têm ótima audiência”, revela Pedrosa. O restaurante do museu também voltou a funcionar. Naturalmente, por causa da pandemia, o número de visitantes diminuiu este ano (em 2019, o Masp recebeu 700 mil pessoas e este ano a média ficou em 500 mil). O Masp tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo, e, em dezembro, todas as quartas-feiras também terão entrada gratuita. O agendamento online é obrigatório, inclusive para as terças gratuitas, pelo link masp.org.br/ingressos.

Já sobre a mostra de Miguel Rio Branco no IMS, no dia da abertura (8), não haverá vernissage, como era costume antes da pandemia. Às 18h de terça, foi programada uma live com Miguel Rio Branco e Thyago Nogueira, coordenador da área de fotografia contemporânea do IMS e um dos curadores da mostra, e a crítica de arte Luisa Duarte, que assina artigo no novo livro dedicado ao fotógrafo. O evento gratuito será transmitido ao vivo no canal de YouTube do IMS: .youtube.com/imoreirasalles.

Intitulada Palavras Cruzadas, Sonhadas, Rasgadas, Roubadas, Usadas, Sangradas, a exposição de Miguel Rio Branco poderá ser vista presencialmente com agendamento prévio pelo site sympla.com.br/imspaulista

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