Kevin Coombs/Reuters
Kevin Coombs/Reuters

Museu do Louvre perdeu 70% dos visitantes em 2021

Queda aconteceu por conta da pandemia de covid-19, que seguiu restringindo viagens e aglomerações no último ano

AFP, Agência

06 de janeiro de 2022 | 08h01

O museu do Louvre em Paris, o maior do mundo, registrou em 2021 uma nova queda de visitantes, devido à covid-19, que chegou a 70% em relação a 2019, um ano antes da pandemia da covid-19.

Este percentual é quase o mesmo de 2020, quando despencou 72%. 

A recuperação do fluxo de público começou a ser observada no final do ano, mas, com a chegada da variante Ômicron e a reimposição de restrições, as incertezas voltaram ao mundo cultural francês.

O Louvre ficou fechado por cinco meses em 2021, de 1º de janeiro a 19 de maio, devido à crise sanitária. Ao longo do ano, recebeu 2,8 milhões de visitantes, ou seja, 100 mil a mais do que em 2020, mas uma queda abismal em comparação com os 9,6 milhões de 2019.

Em 2018, o Louvre registrou seu público recorde: 10,2 milhões de pessoas. 

O museu, que abriga a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, entre outras obras-primas, ficou 194 dias aberto em 2021. A partir de outubro, o número de visitantes começou a se normalizar e, em dois meses (outubro e novembro), recebeu mais visitas do que durante o verão boreal de 2021 (inverno no Brasil).

Assim como em 2020, esses visitantes foram, em sua maioria, franceses (61%) e, destes, 28%, parisienses. 

Por nacionalidade, o percentual de visitantes foi o seguinte: 6,2% de americanos; 6% de alemães; 4,4% de italianos; 4% de espanhóis; 3,2% de holandeses; 2,1% de britânicos; e 2,1% de belgas. Praticamente não houve visitantes de países asiáticos.

Uma boa parte dos visitantes (20%) era menor de 18 anos. A entrada do Louvre é gratuita para jovens franceses e da União Europeia. 

A queda do número de visitantes significou uma redução drástica do caixa, de 80 milhões de euros (cerca de 90 milhões de dólares), em relação a 2019. 

O Estado francês destinou um total de 110 milhões de euros (124 milhões de dólares) ao Louvre para compensar essas perdas e relançar as atividades do museu. Outros 6 milhões de euros (6,7 milhões de dólares) chegarão em 2022, informa a entidade.

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