Rene-gabriel Ojeda / Rmn Grand/ EFE
Rene-gabriel Ojeda / Rmn Grand/ EFE

Museu do Louvre 'clona' estátuas de Michelangelo

Museu está fazendo cópias para levar a mostras pelo mundo

Ansa

16 de julho de 2018 | 12h51

Estátuas em mármore de Michelangelo, os escravos Rebelde e Moribundo, estão sendo clonadas no Museu do Louvre, em Paris, para que possam ser transportadas sem riscos para outras mostras e exibições. Nos últimos dias, especialistas começaram a captar cada linha e curva das esculturas através de um scanner de raio laser.

O objetivo da operação é "clonar", ou seja, reproduzir cópias, que possam viajar pelos vários museus do mundo. Os clones devem ficar prontos já em setembro deste ano, para um evento no Museu de Bagdá, no Iraque.

Segundo o jornal francês Le Figaro, os pesquisadores utilizam instrumentos como o Artec, um aparelho que custa 20 mil euros e aparenta um ferro de passar lampejante. Mas, na verdade, é um revelador de imagens em altíssimas qualidade e definição, capaz de capturar de 600 a 1000 fotos por posição.

O público do museu tem ficado curioso com os feixes de luz refletores sobre as estátuas, que tem sido digitalizadas pela Reunião dos Museus Nacionais (RMN). Esse processo permite que os dados recolhidos sejam tratados por softwares especiais que calculam o posicionamento de milhares de pontos por cada angulação. Depois, as estátuas são "clonadas" através de reprodução 3D com uma impressora à laser. 

 

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