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Museu de Arte Moderna do Rio mantém esperança de vender tela de Pollock

Leilão que ocorreu ontem não alcançou o valor que a instituição esperava

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2018 | 17h44

RIO - Apesar de ver frustrada a primeira tentativa de leiloar a tela Nº 16, do americano Jackson Pollock, o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio mantém a esperança de que conseguirá negociar a obra pelos US$ 18 milhões (R$ 67,3 milhões, na cotação atual) estabelecidos como valor mínimo. No leilão realizado anteontem pela Phillips, em Nova York, o quadro recebeu seis lances – o maior deles de US$ 15,7 milhões (R$ 58,7 milhões).

O MAM não desistiu de conseguir o valor definido para a peça de Pollock, que em março chegou a ser avaliada em US$ 25 milhões e depois teve seu preço revisado para baixo.

“O mais importante é nós conseguirmos fazer a venda pelo que nós estabelecemos como mínimo”, disse ao Estado o colecionador Paulo Vieira, que é conselheiro do museu.

Mesmo que a obra não tenha sido negociada na quinta-feira, Vieira demonstrou otimismo pelo fato de a tela ter recebido seis lances, o que significa que teve ao menos dois interessados. 

“A esses US$ 15,7 milhões (maior lance oferecido) quem compra paga também uma comissão à casa de leilão, de 15%. Se você somar os valores, chega perto dos US$ 18 milhões, que é nosso preço de reserva”, explicou o conselheiro. “Quem deu o lance não sabia que não funcionaria pra nós. Agora, ele sabendo que nós temos um valor mínimo para o museu, temos que deixar a Philips trabalhar para ver se conseguimos chegar a esse valor.”

A intenção é de que a Phillips consiga negociar diretamente com os interessados. Outra opção é chegar a um acordo para o museu receber parte do prêmio de 15% destinado à casa de leilões.

O montante que a diretoria do MAM espera conseguir para a obra é considerado fundamental para que o museu consiga ser autossustentável pelos próximos 30 anos. A instituição se mantém com recursos obtidos com o aluguel de espaços e de patrocínios de empresas privadas, em geral oriundos de Leis de Incentivo. Segundo o museu, contudo, os valores têm sido insuficientes para cobrir as despesas – o déficit anual seria de R$ 1,5 milhão.

 

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