Johanna Geron/Reuters
Johanna Geron/Reuters

Museu belga devolve pintura para família judaica após 71 anos

A família do casal que teve a casa saqueada pelos nazistas busca, no total, 30 obras

Philip Blenkinsop, Reuters

11 de fevereiro de 2022 | 07h43

O principal museu de arte da Bélgica devolveu uma pintura que mantinha em seu acervo por 71 anos aos bisnetos de um casal judeu que teve suas posses saqueadas pelos nazistas depois de fugirem às vésperas da Segunda Guerra Mundial

O escritório de advocacia que representa a família, sediado em Berlim, abordou os Musees Royaux des Beaux-Arts (Museus Reais de Belas Artes) há mais de cinco anos, e na quinta-feira, 10, após uma breve cerimônia de assinaturas, os funcionários removeram o quadro e o levaram para que fosse empacotado. 

"No total, a família está buscando 30 obras de arte", disse a advogada Imke Gielen. "Essa é a primeira que realmente foi identificada, já que, infelizmente, não temos imagens dos quadros desaparecidos". 

Nenhum dos nove bisnetos, que vivem fora da Bélgica, estiveram presentes na quinta-feira. 

A pintura, que mostra flores rosas em um vaso azul e é de autoria do artista alemão Lovis Corinth, pertencia a Gustav e Emma Mayer, que deixaram sua casa em Frankfurt e foram para Bruxelas em 1938, até que conseguissem atravessar em segurança para o Reino Unido em agosto de 1939. 

No entanto, eles não conseguiram levar com eles seus pertences, entre eles 30 quadros, que foram apropriados pelos nazistas. Entre as obras levadas estava Flores, pintada no estilo expressionista em 1913 por Corinth, que teve a maior parte de seu trabalho considerado pelos nazistas como "degenerado".

Após a guerra, as autoridades belgas não conseguiram encontrar os proprietários e o entregaram ao museu em 1951, onde ele estava exposto desde então. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.