AUGUSTIN REBETEZ
AUGUSTIN REBETEZ

Mostra reúne obras do jovem artista suíço Augustin Rebetez

A instalação ‘Estremecer Auroras’ integra música animação, pintura e escultura, em cartaz no Sesc Consolação

Pedro Rocha Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2019 | 03h00

Objetos, esculturas, pinturas “amontoadas” na sala expositiva. Chamar a mostra Estremecer Auroras, do jovem artista suíço Augustin Rebetez, em cartaz até 27 de julho, no Sesc Consolação, de “desordem” não é uma ofensa. É o próprio artista quem define a sua exposição desta forma. “Meu objetivo é fazer exposições que sejam generosas, que façam você querer fazer coisas positivas e cheias de energia. Mas elas não são a Disneylândia”, ele disse para a curadora, Adelina von Furstenberg. 

O texto, inclusive, abre a mostra. “Esta exposição é um convite para a desordem, para a criação, para a mistura de ideias, para a combinação de sonhos.” Nas obras, Rebetez constrói um mundo próprio. Figuras humanas, florestas, animais. Tudo parece se misturar. Há quem descreva seus cenários como mágicos. A curadora, Adelina, concorda em partes. “Se ser capaz de elaborar uma representação pictórica imaginativa ou ser capaz de criar uma relação forte entre o individual e coletivo é mágico e fantástico, sim, eu concordo”, ela diz. “Os visitantes são encantados por seu trabalho e, quando saem da exposição, na maioria das vezes carregam esta sensação por um tempo.”

O que chama a atenção, também, é a variedade de materiais, apesar de um grande destaque para a madeira. “Meu trabalho começa nos lixões e acaba nos museus”, diz ainda o seu texto introdutório. “Tento contaminar e transmitir minha cólera e meu engajamento, mas também pretendo entremeá-los delicadamente com vislumbres de esperança. Misturar, estremecer, perturbar e eviscerar a aurora. É um apelo ao acaso por meio da arte.”

Para Adelia, a exposição de Rebetez não consiste em várias obras, mas sim uma única instalação que engloba todas elas. “Ele é um dos artistas que trabalham com muitas mídias e formas de arte para expressar suas ideias. Ele está confortável com todas elas”, acredita. “Suas exposições são sempre uma construção narrativa e visual, uma instalação heterogênea que integra música, animação, pintura, escultura, performance, teatro e mais. É uma experiência.”

Aos 32 anos, o artista já expôs na China, Rússia, Líbano, Japão e Austrália. Em São Paulo, a mostra também contou com uma obra especialmente produzida aqui.

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