Fred R. Conrad/The New York Times
Fred R. Conrad/The New York Times

Morre o performático Vito Acconci, aos 77 anos

O artista, atuante durante quatro décadas, começou com performances de rua no fim dos anos 1960

The New York Times, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2017 | 15h40

Um dos pioneiros da performance e da videoarte, morreu na quinta-feira, 27, em Manhattan, o artista Vito Acconci, aos 77 anos. A morte do artista oi confirmada por sua mulher, revelando que Acconci estava doente já há algum tempo, sem especificar a causa. Ele começou a fazer performance de rua no fim dos anos 1960, depois de tentar uma carreira como poeta. Algumas dessas apresentações o conduziram à prisão por importunar os cidadãos de Nova York (numa delas, ele escolhia uma pessoa ao acaso e a seguia pela cidade, tendo sua ação registrada por um amigo). Acconci se via como uma alma em busca de uma direção: "Essa era uma forma de me manter afastado da escrivaninha e me envolver com a cidade, conduzido por outra pessoa".

Numa das performances mais insólitas de Acconci, 'Seedbed' (1972) ele construiu uma parede falsa na galeria Sonabend, do SoHo, em Nova York, e, escondido atrás dela, com um microfone, conversava com o público e se masturbava. Ele não concebia a arte separada do mundano, mas uma atividade inserida no cotidiano, cruzando o privado com o público e envolvendo, de fato, o espectador, como disse numa entrevista, no ano passado, durante sua retrospectiva no Museu de Arte Moderna PS 1 do Queens.

Acconci nasceu em 4 de janeiro de 1940 e foi criado no Bronx dentro de uma família católica, sendo influenciado por seu pai Hamilcar Barca, fã de literatura e ópera. Ele morreu quando Accoci  tinha 20 anos, mas, em 1922, sua paixão pelos livros fez com que ele se matriculasse na Universidade de Iowa, estudando a obra dos autores franceses do nouveau-roman, como Allan Robbe-Grillet.

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