Washington Post / Marvin Joseph
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Morre o artista abstrato Sam Gilliam, aos 88 anos

Gilliam foi o primeiro afro-americano a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza de 1972

AFP, Redação

28 de junho de 2022 | 11h12

O pintor abstrato afro-americano Sam Gilliam morreu aos 88 anos, anunciou nesta segunda-feira, 27, a galeria com a qual ele trabalhava. Segundo jornal The New York Times, a causa da morte foi insuficiência renal e estava em sua casa em Washington.

"Sam Gilliam foi um dos gigantes do modernismo", disse Arne Glimcher, fundador da galeria Pace, de Nova York.

O artista, nascido em 1933 no estado do Mississípi, foi o primeiro afro-americano a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza de 1972.

"Sam Gilliam foi um dos gigantes do Modernismo", disse Arne Glimcher, fundador da Galeria Pace em Nova York, citado no comunicado.

Gilliam, que viveu a maior parte de sua vida em Washington, "conseguiu transmitir os tormentos e triunfos" da vida através da linguagem universal da abstração e "foi feito um nome com um trabalho revolucionário que liberou a tela de seu suporte", acrescentou.

O artista experimentou drapeando telas e na década de 1960 executou algumas de sus obras mais emblemáticas, as Drapes.

Nelas retirava completamente as telas das molduras de madeira para deixá-las cair livremente do teto ou das paredes.

"Estas obras revolucionárias (...) mudaram a história da arte", escrevem Glimcher e outro galerista, David Kordansky, que considera que "Sam encarnava um espírito vital de liberdade". "Gilliam transformou o suporte da pintura e sua relação no contexto espacial e arquitetônico no qual se vê." 

"O ano de 1968 foi revelador", explicou o artista, que se inspirou para as Drapes vendo "algo flutuando no ar".

Três destas obras estão expostas atualmente na Fundação Louis Vuitton de Paris até 29 de agosto de 2022.

 

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