Hélvio Romero/ Estadão - 22/2/2019
Hélvio Romero/ Estadão - 22/2/2019

Morre o arquiteto Ruy Ohtake, filho de Tomie Ohtake, aos 83 anos

Arquiteto lutava contra um câncer de medula, Mielodisplasia, e morreu neste sábado, 27; seu trabalho tem como características linhas onduladas

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2021 | 10h48

Morreu na manhã deste sábado, 27, o arquiteto Ruy Ohtake, aos 83 anos. Ele lutava contra um câncer de medula, Mielodisplasia, e morreu no flat onde morava, na Rua Mauri, em São Paulo. Segundo a sua assessoria, o velório será realizado no próprio apartamento, só para as pessoas mais próximas. e o corpo será cremado no Horto da Paz, às 17h.

Filho da artista plástica Tomie Ohtake e irmão do também arquiteto Ricardo, Ruy nasceu em São Paulo, em 27 de janeiro de 1938, e cursou arquitetura na FAU-USP, formando-se em 1960. Teve seu trabalho reconhecido com inúmeros prêmios, como o Colar de Ouro do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB (2007). 

Em seus mais de 60 anos de carreira, Ruy Ohtake assinou projetos marcados por linhas onduladas, que podem ser apreciados pela cidade de São Paulo, como é o caso do Instituto Tomie Ohtake e dos hotéis Unique e Renaissance -, além de ter realizado obras de infraestrutura e equipamentos públicos e privados importantes para várias cidades, a exemplo do Parque Ecológico do Tietê, Expresso Tiradentes e Conjunto Residencial e Polo Educacional de Heliópolis, em São Paulo; Parque Ecológico de Indaiatuba; Aquário do Pantanal, em Campo Grande; Brasília Shopping, em Brasília; Estádio Walmir Campelo Bezzera, em Gama, DF; Embaixada Brasileira em Tóquio. 

Ruy Ohtake

Em entrevista ao Estadão, em 2019, Ohtake afirmou sobre seu trabalho, do qual destacava o Hotel Renaissance como um marco para ele: “O desafio é fazer uma boa pesquisa. Para fazer um hotel, tenho de pesquisar alguns que já existem e fazer alguma coisa que não tenha nesses hotéis. No Renaissance, por exemplo, entre a Alameda Santos e a Itu, na descida da Haddock Lobo, o térreo tem quatro pavimentos, cada um com vista e entrada para a rua.”

Na mesma ocasião, ressaltou como a cor era importante para ele. "O Brasil sempre foi um país de um colorido muito forte, em cidades como Paraty, Ouro Preto e Olinda. Achei que nós devíamos ter cor na cidade e comecei a colocar muitas cores.” Sobre seu projeto do Renaissance, o uso do vermelho, para ele, fez a diferença. “Era o único com cor, o resto era cinzento. Esse foi meu desafio, trabalhar formas mais livres e também a cor.”

 

 

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