Herbert Pfarrhofer/EFE
Herbert Pfarrhofer/EFE

Morre aos 86 anos o cartunista argentino Guillermo Mordillo

Artista ainda estava na ativa e sofreu uma indisposição enquanto jantava com familiares na Espanha

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2019 | 19h00

O cartunista argentino Guillermo Mordillo morreu aos 86 anos na noite deste sábado, 29, em Mallorca, na Espanha, onde tinha uma residência. O artista de renome internacional ainda estava ativo, publicando seus cartuns humorísticos, sofreu uma indisposição enquanto jantava com sua família na cidade de Palma Nova, na Baía de Palma. 

Nascido na Villa Pueyredón, bairro humilde de Buenos Aires, Mordillo começou a desenhar ainda na infância e se mudou para o Peru aos 23 anos, após se formar como ilustrador. Lá permaneceu por cinco anos, antes de desembarcar em Nova York e trabalhar no filme de animação do personagem infantil Popeye, produzido pela Paramount. Foi, porém, durante sua estadia em Paris que ele despontou para o mundo nos anos 1970.

No Brasil, seus cartuns humorísticos chegaram a ser animados e exibidos pela TV Globo. Uma das principais características de suas sátiras era a quase completa ausência de balões de fala, que ele explicava pelo fato de não dominar fluentemente o idioma francês quando começou a produzi-los em Paris. Mordillo chegou a fazer mais de 2 mil cartuns mudos, em que abdicou dos balões de fala.

Ao longo de mais de meio século de carreira, dois temas recorrentes se notabilizaram na obra satírica de Mordillo: animais e futebol. Muitos dos seus cartuns figuravam animais, brincando com suas características anatômicas. Já o esporte bretão foi tão presente em seus desenhos que, em 2015, Mordillo publicou no Brasil o livro Futebol & Cartuns, pela editora Panda Books, ressaltando esse tema especificamente.

Mordillo recebeu três exposições – em Paris, Barcelona e Mallorca, entre o fim dos anos 1960 e o fim dos anos 1980 –, além de prêmios como o Phoenix de Humor (1973), a Criança Amarela (1977) e Nakanoki (1977).

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