Morre a cantora Odetta Holmes, aos 77 anos

Conhecida como 'a voz dos direitos civis', ela queria cantar na posse de Obama

, O Estadao de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 00h00

A cantora afro-americana Odetta Holmes, conhecida como "a voz dos direitos civis", morreu anteontem num hospital de Nova York, aos 77 anos. A causa da morte foi uma doença no coração, segundo seu empresário Doug Yeager. Dona de voz e presença poderosas, Odetta tornou-se a mais popular artista da folk music americana nas décadas de 1950 e 60. Seus blues e spirituals, que a conduziram para seu trabalho no movimento pelos direitos civis, exerceram forte influência na formação de grandes artistas, como Bob Dylan, Joan Baez, Janis Joplin (1943-1970) e o trio Peter, Paul & Mary.Um dos momentos culminantes de sua vida foi a participação na marcha de Washington, em agosto de 1963, quando 250 mil pessoas reivindicaram os direitos civis dos negros e Martin Luther King (1929-1968) pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho". Odetta, na ocasião, interpretou o tema O Freedom, que remontava aos tempos da escravidão. Seu álbum lançado naquele ano, Odetta Sings Folk Songs, foi um dos mais vendidos do país.Com acompanhamento básico de guitarra, Odetta deu vida a canções que falavam de escravos, camponeses, trabalhadores, donas de casa, brancos e negros. Segundo seu empresário, a cantora morreu sem realizar um sonho: o de cantar na posse do presidente eleito Barack Obama, no dia 20 de janeiro.

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