Bienal de São Paulo
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Morandi, Alex Katz e outros artistas ganham exposições em prévia da Bienal

Mostra, que começa em setembro, se associa a 25 instituições, que têm programação a partir de fevereiro

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 15h00

A 34.ª edição da Bienal de São Paulo, Faz Escuro Mas Eu Canto (título inspirado no poeta amazonense Thiago de Mello) vai começar mais cedo. Já a partir de 8 de fevereiro, no Pavilhão da Bienal, será aberta a individual da peruana Ximena Garrido-Lecca. Em parceria com 25 instituições da cidade, a Bienal vai promover mostras individuais e performances em seu pavilhão, expandindo seus eventos para galerias e museus.

Segundo Jacopo Crivelli Visconti, curador-geral desta edição, “essas mostras oferecem ao público uma oportunidade para construir leituras aprofundadas de artistas que participam da grande coletiva que ocupa o Pavilhão da Bienal a partir de setembro”. Todos os artistas exibidos nas instituições parceiras também estarão representados com obras no Pavilhão da Bienal a partir de setembro. De qualquer modo, a relação dos visitantes com os trabalhos será diferente. “E é nessa multiplicidade de relações possíveis e em constante transformação que esta edição da Bienal encontra um de seus norteadores centrais”, conclui o curador-geral.

Entre as atrações da mostra internacional está uma individual do pintor italiano Giorgio Morandi (1890-1964) em diálogo com obras de artistas contemporâneos inspiradas em seu trabalho, que será realizada em agosto pelo Centro Cultural Banco do Brasil. Nesse mesmo mês, o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) promove uma retrospectiva do pintor paraibano Antonio Dias (1944-2018), que viveu e morreu no Rio de Janeiro, tendo um papel essencial no movimento da Nova Figuração (anos 1960). 

Também em agosto o Instituto Moreira Salles apresenta uma exposição dedicada a Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Com curadoria de Hélio Menezes e Raquel Barreto, a exposição revê a trajetória e obra da escritora reconhecida pelo comovente livro autobiográfico Quarto de Despejo (1960).

O Instituto Tomie Ohtake vai promover no segundo semestre a primeira exposição individual em uma instituição brasileira de um dos maiores pintores figurativos norte-americanos vivos, Alex Katz, que completou 70 anos de carreira com uma obra singular.

Outra retrospectiva, dedicada à artista neoconcreta Lygia Pape (1927-2004), será aberta em agosto pelo Itaú Cultural. Também em agosto será montada uma exposição retrospectiva de Regina Silveira no MAC.

O Sesc Pompeia promove em setembro a exposição de um dos mais importantes artistas chilenos contemporâneos, o arquiteto e cineasta Alfredo Jaar, que já participou de três edições da Bienal de São Paulo.

No Pavilhão da Bienal serão realizadas exposições de León Ferrari e Hélio Oiticica e Neo Muyanga, entre outros. A programação da Bienal com outras instituições está repleta de performances, entre elas as dos artistas , Jota Mombaça e Trajal Harrell. 

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