EFE
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Montagem de Ai Weiwei em Alcatraz é tributo político

Instalação com obras do artista abre no próximo sábado na ilha na baía de São Francisco

AP

25 Setembro 2014 | 10h29

SÃO FRANCISCO - Uma exposição do artista e ativista chinês Ai Weiwei transformou a antiga ilha prisão de Alcatraz num tributo aos prisioneiros políticos do mundo, alguns famosos e alguns esquecidos.

Chamada (at) large: Ai Weiwei on Alcatraz, a instalação abre no sábado na antiga prisão de segurança máxima na baía de São Francisco, na Califórnia.

Weiwei, cujo trabalho passado inclui um memorial a crianças mortas em escolas desastrosamente construídas no terremoto chinês de 2008, dirigiu a instalação de Alcatraz sob prisão domiciliar na China, pelo que apoiadores dizem ser impostos forjados.

O trabalho principal, Trace, usa 1,2 milhão de peças de Lego para formar o retrato de 176 prisioneiros políticos e exilados, desde Nelson Mandela a Edward Snowden, assim como outros pouco conhecidos do público em geral.

"Toda a exposição é uma conversa sobre liberdade de expressão e direitos humanos, e sobre o conceito de liberdade", disse o curador do projeto, Cheryl Haines, ao jornal San Francisco Chronicle.

Noventa voluntários em São Francisco montaram os retratos, usando padrões e 2,3 mil páginas de instruções enviadas por Ai Weiwei e por sua equipe em Pequim.

Haines ajudou a levantar US$ 3,6 milhões para pagar a mostra e coordenou com parceiros, incluindo o National Park Service, que controla Alcatraz.

A prisão fechou em 1963 e hoje em dia atrai 1,6 milhão de turistas por ano como uma atração cultural e histórica.

Weiwei, cuja arte o transformou em um dos dissidentes chineses mais conhecidos do mundo, passou três meses na prisão na China em 2011.

"Eles me deixaram preso por 81 dias, mas eles nunca me mataram. Eles diziam claramente: 'Se nós estivéssemos na Revolução Cultural, você teria sido morto 100 vezes", escreveu o artista sobre a experiência.

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