Monjardim, entre o pastelão de Didi e a fossa de Maysa

Diretor assume programa de humor, enquanto prepara lançamento do DVD da minissérie e o longa-metragem sobre a mãe

Patrícia Villalba, O Estadao de S.Paulo

07 de abril de 2009 | 00h00

Depois de toda a intensidade da minissérie Maysa, o diretor Jayme Monjardim lida agora com a leveza do programa A Turma do Didi, de Renato Aragão, que passou a integrar o seu núcleo de criação na Globo e estreia repaginado e cheio de efeitos especiais no dia 19. Ele também já começa a preparar as gravações da próxima novela das 9, Viver a Vida, de Manoel Carlos, mas isso não quer dizer que o furacão Maysa passou. O diretor só aguarda o "sim" do montador Daniel Rezende para levar a história da mãe aos cinemas. E enquanto isso, põe nas lojas o DVD da minissérie, com extras especiais. Nessa entrevista ao Estado, o diretor detalha os projetos.Qual o desafio em trabalhar uma imagem tão consolidada quanto a de Renato Aragão?É descobrir a criança nova que está por aí. A primeira preocupação é fazer um levantamento sobre como a criança se comporta em frente da TV. Mas não estamos mexendo nas bases da imagem dele - o improviso, o pastelão. Eu não seria louco. Você vai dirigir os programas e os especiais diretamente?Não, o diretor do programa é o Guto Franco e do especial (A Princesa e o Vagabundo), que será gravado na França, é o Marcus Figueiredo. Atuo quase como um produtor.Maysa vai mesmo virar um filme?Vai. Mas preciso da opinião de um montador. Fiquei muito absorvido pela história e não gostaria que se fosse um filme mais ou menos. Pedi ajuda ao Daniel Rezende, que vai avaliar o material, e dizer se é possível. Qual é a dúvida?Se é possível fazer o filme sem ter de filmar mais nada, só através do corte. Mas você não pensava em fazer um filme desde o começo?Pensava, tanto é que tudo foi feito para isso. Só que não quero me enganar. Talvez eu tenha de filmar alguma coisa, para poder reduzir os nove capítulos para um filme de duas horas. Agora que já passou um pouco, qual a avaliação que faz da repercussão da minissérie e da superexposição que sofreu?Foi mesmo uma superexposição... Mas não imaginava que faria tanto sucesso, e que teria o impacto que teve nos jovens. Achei que fosse entrar numa nostalgia mas, ao contrário, renovei o desejo de que o filme saia e vou lançar o DVD da série nos próximos dias.Já, antes do filme?Já. O cinema não tem nada a ver com o DVD, que é completo. Montei os 18 musicais que aparecem na série, na íntegra. Tem uma entrevista inédita da Maysa, de 15 minutos, e um programa da TV portuguesa sobre ela. Ficou de um jeito que não tem como não lançar. Tenho também o projeto de espetáculo teatral, com o José Possi Neto. Ainda posso fazer muita coisa por ela. Estou muito animado.

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