Timothy A. Clary/AFP
Timothy A. Clary/AFP

MoMA reabre em Nova York com galerias quase desertas

Museu pode receber 100 pessoas por hora, o que dá uma tranqulidade para ver suas obras icônicas

Redação, AFP

28 de agosto de 2020 | 11h22

Em solidão quase total, visitantes apreciaram obras de Monet, Picasso e Van Gogh nesta quinta-feira, 27, quando o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) se tornou o primeiro na cidade a reabrir suas portas após quase seis meses de fechamento devido à pandemia do novo coronavírus.

Com controle de temperatura na porta, uso obrigatório de máscara e capacidade reduzida para menos de 25% da capacidade máxima, o MoMA recebeu seus primeiros visitantes com o tradicional logo I love New York do designer Milton Glaser pintado em grandes dimensões na entrada.

Os visitantes devem reservar os ingressos online e, como o museu permite no máximo 100 pessoas por hora, isso não é tarefa fácil. Os que conseguem, porém, podem permanecer no local pelo tempo que quiserem e desfrutar das obras como nunca antes, com as galerias desertas, sem turistas ou celulares.

"É um pouco triste que tudo isso tenha sido necessário para recriar a experiência de vir ao MoMA na minha juventude, antes dos turistas, antes da expansão. É incrível", disse à AFP Alan Orenbuch, um aposentado de 66 anos que é sócio do museu. Após admirar as obras, ele se sentou no jardim para ler o jornal, entre esculturas de Rodin, Picasso e Giacometti.

"Gosto quando as galerias não ficam lotadas, as pessoas não falam e não tiram fotos (...) Antes, o MoMA só atraía gente interessada em ver arte. Nos últimos anos, atraiu gente que eles incluía o museu em sua lista de lugares para visitar em Nova York", explicou.

Os visitantes circularam pelas galerias quase vazias, absorvidos por longos minutos na frente de obras como As  Senhoritas d' Avignon, de Picasso, ou Noite Estrelada, de Van Gogh.

Sonya Shrier, diretora de relações com visitantes do MoMA, comemorou o fato de que possam oferecer um lugar para refletir e se reunir com segurança. "Este é uma excelente momento para visitar o museu, há menos pessoas", afirmou. Para ela, a reabertura do MoMA "é um símbolo de que Nova York está voltando a ser ela mesma".

Yureeah Kim, uma coreana de 29 anos que mora na cidade há seis anos, visitou o MoMA com sua irmã para se despedir, pois em duas semanas se mudará para seu país devido à pandemia. "Queria vir uma última vez. Aproveitamos muito, temos sorte demais de estar aqui", disse ela.

O maior dos museus de Nova York, o Metropolitan, reabrirá no sábado, com os outros têm planos de para abrir entre setembro e início de outubro. 

A cidade de Nova York foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos em abril e maio, registrando mais de 23 mil mortes pela covid-19. Mas nas últimas semanas as autoridades conseguiram controlar o vírus e a taxa de infecção atual é inferior a 1%.

 

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