Missão possível: despertar o gosto pela leitura

O 10.º Salão do Livro para Crianças e Jovens vai de hoje até dia 1.º, no Museu de Arte Moderna do Rio

Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2008 | 00h00

Os principais nomes da literatura infanto-juvenil brasileira - Ziraldo, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Adriana Falcão e outros - estarão pertinho de seus leitores de hoje a 1º de junho. Mais do que promover esses encontros, o Salão do Livro para Crianças e Jovens, realizado já há dez anos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), tem o objetivo de reunir os melhores lançamentos e apresentá-los a seu público. Cada criança recebe um exemplar para chamar de seu. Sessenta e sete editoras estão representadas nos dois mil metros quadrados que o Museu de Arte Moderna (MAM) destinou à ''minibienal''. A chegada à 10ª edição está sendo comemorada com uma homenagem à Itália e aos seus ilustradores. Dois deles, Francesco Tullio Altan e Roberto Innocenti, vieram ao Rio. Na companhia dos brasileiros André Neves e Roger Mello, Altan vai mostrar sua arte ao vivo, diante dos olhos de garotos e garotas.Hoje, são muitas as presenças ilustres: Luis Fernando Verissimo, Ziraldo e Ana Maria Machado estarão no Espaço de Leitura da FNLIJ. Amanhã, os ilustradores Victor Tavares e Guto Lins farão uma performance. Para todos os dias, estão programados lançamentos e leituras de livros de Monteiro Lobato, Machado de Assis, Guimarães Rosa e outros autores, brasileiros e estrangeiros.Estes contatos, acredita Elizabeth Serra, secretária-geral da fundação, são muito frutíferos, por estimularem a leitura. E é esta, pura e simplesmente, a razão pela qual o salão existe. ''Nossa proposta é de promover a leitura mesmo, sem a necessidade de artifícios, como dramatização, música'', ressalta ainda Elizabeth.''O livro é um objeto inanimado que exige concentração. A gente acredita que qualquer coisa que distraia as crianças não é bem-vinda'', explica Gisela Zinconi, presidente da fundação. A entidade espera mais de 30 mil pessoas durante os 12 dias de salão. O público vem crescendo a cada ano. ''É superemocionante ver os jovens que vêm sempre e notar que eles estão ficando mais exigentes, e suas perguntas, mais consistentes'', conta Elizabeth.A primeira década da feira não é o único motivo para celebração. A fundação está soprando nada menos do que 40 velinhas neste mês de maio.A entidade, filiada à International Board on Books for Young People, organismo internacional de fomento à leitura entre jovens, é privada e não tem fins lucrativos.Anualmente, publica uma lista com os melhores títulos lançados no ano anterior. O Jogo de Amarelinha (Editora Manati), de Graziela Bozano Hetzel, foi considerado o melhor livro para crianças de 2007.

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