Miramari, um CD feito de afinidades

André Mehmari e o clarinetista Gabriele Mirabassi apagam as fronteiras sonoras

Francisco Quinteiro Pires, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

Miramari, fusão dos sobrenomes de André Mehmari e do clarinetista italiano Gabriele Mirabassi, é um CD de afinidades. Ele abole as fronteiras criadas pela classificação que divide estilos entre erudito e popular. "Acreditamos que existe a música boa e a ruim", diz Mehmari. Ouça trecho de Mirabilis MirabassiNo ano passado, o pianista gravou seu último disco com o jazzista italiano Gabriele Mirabassi no seu estúdio, o Monteverdi. Ele aproveitou a visita de Mirabassi a São Paulo, que se apresentou com a Banda Sinfônica de São Paulo - eles tocaram um concerto de Mehmari para clarinete, piano e banda sinfônica no Teatro Alpha.Miramari nasceu porque Guinga apresentou Mirabassi a Mehmari em 2007. Era a chegada ao Brasil do CD Graffiando Vento, dueto entre o violonista e o clarinetista italiano, lançado pelo Egea Records na Europa. Esse é o mesmo selo pelo qual Mirabassi gravou com o brasileiro Sérgio Assad, virtuose do violão clássico, outro disco - Velho Retrato - e pelo qual Miramari será lançado no continente europeu. "Mirabassi tem um conhecimento profundo da música brasileira", diz o pianista. "Fiquei encantado com a linguagem dele: tem um timbre único, identificável nas duas primeira notas, e tem uma fluência no improviso que é incrível.""Um padrinho", Guinga tem a alma desse projeto, "porque ele dispensa classificações ao resumir a modernidade musical brasileira, que apaga a divisão entre popular e erudito."Distribuído pela Tratore, o CD tem 17 faixas. Em 5 delas, participam Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo) e Ricardo Mosca (bateria). Ele reúne composições de Mehmari (Um Dia em Assis, Que Falta Faz a Tua Ternura, Mirabilis Mirabassi, Um Anjo Nasce), de Guinga (Rasgando Seda e Canção Desnecessária) e de Mirabassi (Subindo a Cantareira, Chove na Minha Valsa e Disarmati).

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